Tóquio, Japão – O número de casos de SFTS, uma infecção transmitida por carrapatos, atingiu um recorde histórico no Japão no ano passado, acendendo o alerta entre especialistas de saúde pública, informou a emissora NHK neste domingo (11).
De acordo com dados preliminares, 191 pacientes foram registrados em todo o país ao longo do ano, o maior número já observado.
A SFTS, sigla para Síndrome da Febre Grave com Trombocitopenia (em japonês, juushou nesseikesshouban genshou shoukougun, 重症熱性血小板減少症候群), é causada por um vírus transmitido principalmente pela picada de carrapatos infectados.
Em casos graves, a doença pode provocar queda acentuada das plaquetas no sangue, dificultando a coagulação, além de distúrbios de consciência, podendo levar à morte. O taxa de letalidade varia de 10% a 30%.
Segundo o Instituto Nacional de Gestão de Crises em Saúde, o total de casos registrados no ano passado superou em mais de 50 pacientes o recorde anterior, estabelecido em 2023, configurando o maior número desde o início do monitoramento da doença no país.
Os casos foram confirmados em 32 províncias japonesas, com maior concentração no oeste do país. As regiões com mais registros foram Kochi, com 15 casos; Shizuoka e Oita, com 13 casos cada; Nagasaki, com 12; Saga e Kumamoto, com 11 cada; Hyogo, com 10 casos, entre outras províncias.
Além disso, autoridades locais confirmaram os primeiros casos da doença em áreas do leste do Japão, como Hokkaido, Ibaraki, Tochigi e Kanagawa, indicando que a infecção está se expandindo para novas regiões.
O diretor do Departamento de Ciências Veterinárias do Instituto Nacional de Gestão de Crises em Saúde, Ken Maeda, alertou para a gravidade da situação. Segundo ele, é fundamental que a população tenha consciência de que uma doença transmitida por carrapatos com alta taxa de mortalidade existe no Japão.
Maeda ressaltou ainda que, tradicionalmente, o número de casos começa a aumentar a partir de março, período em que as pessoas passam a realizar mais atividades ao ar livre. Ele recomenda medidas preventivas, como evitar roupas que deixem a pele exposta, usar repelentes e redobrar a atenção ao frequentar áreas com vegetação, como campos e matas.




