Tóquio, Japão – O Ministério da Saúde do Japão implementará a padronização de custos de partos em todo o país, num esforço de tornar o procedimento gratuito e eliminar desigualdades existentes. As informações são do The Asahi Shimbun.
Atualmente, as taxas de partos não são cobertas pelo seguro de saúde nacional e variam conforme a instituição médica. Sob o novo plano, será estabelecida uma taxa padrão em todo o Japão, totalmente financiada pelo sistema público de saúde.
Embora o subsídio de maternidade do governo, atualmente em vigor, cubra a maioria dos custos do parto, algumas mães ainda pagam mais do que as outras, dependendo das instituições médicas disponíveis em sua área. No âmbito do novo plano, esse subsídio será abolido.
Não haverá alterações nos custos de cesarianas e de outros procedimentos médicos especializados parcialmente cobertos pelo seguro de saúde nacional, sendo que as mães terão que pagar 30% do valor do próprio bolso.
Muitas vezes oferecidos por hospitais, as refeições comemorativas e serviços estéticos não serão incluídos na taxa padrão e continuarão a ser pagos pelas próprias mães. Porém, o ministério estuda a possibilidade de oferecer benefícios em dinheiro limitados para compensar estes serviços opcionais.
Embora o subsídio de maternidade tenha aumentado para ¥500.000 em 2023, o aumento dos custos do parto compensou parcialmente o benefício do aumento, impulsionado pela inflação, pelos maiores custos trabalhistas e pela queda da taxa de natalidade.
O governo espera definir o novo sistema e a taxa padrão no próximo ano. Embora a previsão de implantação seja para o ano fiscal de 2026, autoridades reconheceram que é improvável que o sistema esteja totalmente operacional até abril.
A iniciativa enfrenta a oposição de profissionais da saúde que temem que clínicas menores possam ser forçadas a fechar, reduzindo o acesso a cuidados obstétricos em comunidades locais. A Associação de Obstetras e Ginecologistas do Japão alerta que a padronização dos preços pode agravar as dificuldades financeiras de hospitais e clínicas, principalmente em regiões que já enfrentam queda nas taxas de natalidade.




