Tóquio, Japão – O número de pacientes com influenza no Japão disparou nas últimas semanas. De acordo com o Instituto Nacional de Gestão de Crises de Saúde, foram registrados 57.424 casos entre os dias 27 de outubro e 2 de novembro — um aumento de 2,4 vezes em relação à semana anterior.
Pela primeira vez nesta temporada, o número médio de pacientes por instituição médica ultrapassou 10 pessoas, chegando a 14,9 casos por clínica.
Em 25 províncias, o índice já superou o nível de atenção de 10 pacientes por clínica. Entre elas, Tóquio, Miyagi, Kanagawa e Hokkaido registraram mais de 20 casos por unidade médica, um sinal claro de aceleração da propagação do vírus.
Os maiores números foram observados em:
- Miyagi: 28,58 pacientes por clínica
- Kanagawa: 28,47
- Saitama: 27,91
- Chiba: 25,04
- Hokkaido: 24,99
- Okinawa: 23,8
- Tóquio: 23,69
Todas as províncias do país registraram aumento em comparação à semana anterior.
Surto começou mais cedo que no ano passado
Segundo o Ministério da Saúde, Trabalho e Bem-Estar, apesar de o número de instituições de referência ter diminuído de cerca de 5.000 para 3.000, o número médio de pacientes por clínica superou o de 10 pessoas seis semanas mais cedo do que na temporada passada — quando houve uma grande epidemia.
O ministério voltou a recomendar a lavagem frequente das mãos, o uso adequado de máscaras e a vacinação contra a gripe como formas essenciais de conter o avanço da doença.
Especialistas alertam para possível sobrecarga médica
O professor Takashi Nakano, da Universidade Médica de Kawasaki e presidente do Comitê de Influenza da Sociedade Japonesa de Doenças Infecciosas, afirmou que ainda não é possível prever o tamanho da onda de contágios.
“Na última temporada, os casos aumentaram rapidamente, lotando clínicas e hospitais, inclusive nos fins de semana”, disse.
Nakano alertou que, com o crescimento repentino das infecções, pode haver mais casos graves e complicações, o que levaria à pressão sobre o sistema de saúde.
“Cada pessoa deve fazer sua parte para evitar que a propagação se torne uma grande epidemia, seguindo as medidas básicas de prevenção”, afirmou.
O especialista também destacou a importância de se vacinar o quanto antes. Segundo ele, a imunidade começa a agir cerca de duas semanas após a aplicação. No caso de crianças pequenas, que precisam de duas doses, o processo pode demorar mais.
“É fundamental se proteger o mais cedo possível para evitar complicações da influenza”, ressaltou.




