Tóquio, Japão – O tufão número 22, chamado Halong, avança pelo sul do Japão e deve se aproximar das Ilhas Izu entre a madrugada e a manhã de quinta-feira (9).
A Agência Meteorológica do Japão (JMA) disse que pode emitir um alerta especial para ventos e ondas a partir da noite desta terça-feira (8). Além disso, há possibilidade de formação de linhas de instabilidade, o que pode causar chuvas intensas e inundações repentinas.
Rajadas de até 250 km/h
Segundo a JMA, ao meio-dia desta terça, o tufão 22, classificado como “extremamente forte”, movia-se a 15 km/h em direção ao norte, sobre o mar ao sul do Japão.
O centro da tempestade tem pressão atmosférica de 935 hPa, com ventos sustentados de cerca de 180 km/h e rajadas de até 250 km/h.
Alerta máximo de vento e maré pode ser emitido
A JMA informou em coletiva de imprensa que as Ilhas Izu, no sul de Tóquio, podem enfrentar ventos e ondas sem precedentes. Por isso, há grande possibilidade de um alerta especial (tokubetsu keihou/特別警報) ser emitido ainda nesta noite.
Autoridades pedem máxima cautela e recomendam que moradores se protejam antes da chegada da tempestade.
O tufão “extremamente forte” não deve atingir diretamente Honshu, a ilha principal do Japão. No entanto, a JMA prevê ondas altas e ventos fortes no litoral do Pacífico, principalmente na região Kanto.
Diferença entre alerta especial e alerta de chuva
De acordo com a emissora NHK, o alerta especial de tufão é emitido quando há previsão de grandes estragos, cerca de 12 horas antes de o centro da tempestade atingir a região.
Ele é anunciado quando o tufão se aproxima do país com pressão abaixo de 930 hPa ou ventos acima de 180 km/h, condições que ocorrem uma vez a cada várias décadas.
Já o alerta especial de chuva é emitido depois que a precipitação já atingiu níveis extremos.
Recomendação: evacuar antes da tempestade
O tufão pode provocar desabamentos, inundações e marés altas perigosas.
A JMA orienta os moradores a evitar sair durante o temporal e buscar abrigo em prédios resistentes.
Quem vive perto de rios, encostas ou áreas baixas deve evacuar com antecedência, mesmo que ainda não haja alerta especial emitido.




