Tóquio, Japão – O Ministério da Saúde do Japão anunciou nesta sexta-feira (3) que o surto de influenza começou mais cedo no país. O alerta foi emitido mais de um mês antes em comparação ao ano passado.
As autoridades pedem reforço nas medidas de prevenção. Isso inclui o uso adequado de máscaras e a higienização frequente das mãos.
Casos em todo o país
Na semana até 28 de setembro, mais de 3.000 instituições médicas reportaram 4.030 casos de influenza, um aumento de 957 pacientes em relação à semana anterior. E, provavalmente, esse número deve aumentar ainda mais.
A média foi de 1,04 paciente por clínica, superando o índice “1”, que marca o início do surto.
Províncias com maior incidência
Entre as 15 províncias que ultrapassaram o índice “1”, os maiores números foram:
- Okinawa: 8,98 pacientes por clínica
- Tóquio: 1,96
- Kagoshima: 1,68
- Fukuoka: 1,55
- Oita: 1,52
- Nagasaki: 1,51
Além disso, outras províncias, como Saitama, Quioto, Mie, Kumamoto, Chiba, Kanagawa, Osaka, Ibaraki e Fukui, também superaram a média nacional.
No total, 28 províncias registraram aumento de casos em comparação à semana anterior.
Surtos em Tóquio
Somente em setembro, Tóquio confirmou 61 surtos de gripe em escolas e creches.
Devido a esses surtos, 46 escolas suspenderam aulas ou fecharam turmas temporariamente, quase três vezes mais que no mesmo período de 2024.
Orientações das autoridades
O Ministério da Saúde do Japão reforça a importância das medidas básicas de prevenção contra o surto de influenza. A primeira recomendação é o uso adequado de máscaras, especialmente em locais fechados ou com grande concentração de pessoas. Isso ajuda a reduzir a propagação de gotículas, assim como protege tanto quem está infectado quanto quem não está.
Outra medida essencial é a higienização frequente das mãos. Ou seja, lavar corretamente com água e sabão ou utilizar álcool em gel diminui o risco de contato com o vírus após tocar superfícies contaminadas.
Além disso, o governo pede que a população considere a vacinação contra a influenza. A vacina não só reduz as chances de infecção, como também pode suavizar os sintomas em casos de contaminação. Ou seja, evita quadros graves e complicações.
Por fim, as autoridades também recomendam que pessoas com febre ou sintomas gripais evitem sair de casa. Além disso, frequentar locais públicos nessas condições deve ser evitado para conter a disseminação do vírus.




