TÓQUIO (Kyodo) – O presidente da Associação de Fabricantes de Automóveis do Japão, Masanori Katayama, pediu nesta quarta-feira (17) que o governo continue pressionando os Estados Unidos pela eliminação completa das tarifas sobre automóveis japoneses, apesar da recente redução da taxa.
A tarifa, que havia sido elevada para 27,5% pelo presidente Donald Trump em abril, caiu para 15% após negociações entre Tóquio e Washington em julho. Antes das medidas de proteção comercial impostas por Trump, a taxa era de apenas 2,5%.
De acordo como o The Mainichi, durante encontro com o principal negociador japonês, Ryosei Akazawa, Katayama, que também é CEO da Isuzu Motors Ltd. , afirmou que a redução foi um alívio para o setor, mas alertou que a tarifa atual ainda impõe um impacto significativo à indústria.
“O acordo evitou um golpe devastador para a indústria automotiva japonesa, mas o impacto de uma tarifa de 15% ainda é grande. Esperamos que o governo continue as negociações para restaurar um ambiente comercial aberto e livre”, disse Katayama.
Em resposta, Akazawa, ministro da Revitalização Econômica, disse que não há motivos para comemorações enquanto a tarifa mais alta permanecer em vigor, prometendo trabalhar para superar o que classificou como uma “crise nacional”.
Os Estados Unidos são um mercado-chave para as montadoras japonesas, com cerca de 16 milhões de veículos novos vendidos anualmente, mais que o triplo do mercado japonês.
O presidente do Conselho de Comércio Exterior do Japão, Tatsuo Yasunaga, também comemorou a redução, mas destacou que o acordo não resolveu todos os problemas, apontando incertezas sobre quem arcará com os custos adicionais de 15%.




