TÓQUIO – A inflação básica ao consumidor no Japão subiu 2,7% em agosto na comparação anual, segundo dados divulgados nesta sexta-feira. Embora o índice permaneça acima da meta oficial de 2%, de acordo com o Banco do Japão (BOJ), a alta marca a desaceleração mais expressiva em nove meses, trazendo algum alívio para famílias afetadas pelo aumento do custo de vida.
O resultado, que ficou em linha com as projeções de mercado, veio após o avanço de 3,1% registrado em julho. Um indicador mais restrito, que exclui alimentos frescos e combustíveis, usado pelo BOJ como métrica mais precisa das pressões inflacionárias subiu 3,3%, após ter avançado 3,4% no mês anterior.
Segundo a Agência de Notícias Reuters, os números serão avaliados pelo Conselho do BOJ em sua reunião de dois dias que termina nesta sexta-feira (19). A expectativa é que a taxa básica de juros seja mantida em 0,5%, após a primeira alta em uma década, ocorrida em janeiro, quando o Banco Central encerrou seu programa de estímulo monetário agressivo.
Apesar da inflação superar a meta de 2% há mais de três anos, o presidente do BOJ, Kazuo Ueda, tem reforçado a necessidade de cautela em novos aumentos de juros, citando a incerteza quanto ao impacto de fatores externos, como as tarifas dos Estados Unidos, na economia japonesa.
De acordo com projeções do próprio Banco, os efeitos de choques temporários, como a alta dos preços do arroz e dos custos de importação, devem se dissipar gradualmente, dando lugar a aumentos de preços mais sustentados, apoiados pelo consumo interno e pelo crescimento salarial.




