TÓQUIO – Uma pesquisa realizada pela Nikkei Ásia em colaboração com o Centro Japonês de Pesquisa Econômica (JCER) constatou que a maioria dos economistas acredita que o aumento no número de trabalhadores estrangeiros no Japão ajudará a melhorar o equilíbrio fiscal do país e elevar o padrão de vida do cidadão japonês médio.
Entre os 47 economistas entrevistados, 66% afirmaram que o aumento de residentes estrangeiros pode fortalecer o equilíbrio fiscal, principalmente por meio de impostos e contribuições previdenciárias. Além disso, 76% acreditam que a presença desses trabalhadores beneficiará o padrão de vida dos japoneses, ao aliviar a escassez de mão de obra e serviços.
Segundo Mari Tanaka, professora associada de economia do trabalho na Universidade de Tóquio afirma “Um aumento no número de trabalhadores estrangeiros ajudará a aliviar a escassez de bens e serviços, bem como o aumento dos preços.”
Estudos indicam que a competição por empregos entre japoneses e estrangeiros será limitada, com os trabalhadores atuando de forma complementar. Chiaki Moriguchi, professor de história econômica comparada na Universidade Hitotsubashi, destacou “os
trabalhadores estrangeiros não impactam negativamente nos salários ou taxas de desemprego.”
Além dos benefícios fiscais e laborais, a diversidade traz inovação e aumento da produtividade. Taisuke Nakata, professor associado de macroeconomia da Universidade de Tóquio, esclarece “Novas ideias introduzidas nos locais de trabalho por trabalhadores estrangeiros podem aumentar a produtividade.”
Dados do Ministério da Justiça mostram que, no final de 2024, o Japão contava com cerca de 3,7 milhões de residentes estrangeiros, um aumento de 11% em relação ao ano anterior, sendo 55,9% deles jovens entre 20 e 30 anos, o que reforça o impacto positivo no equilíbrio fiscal futuro.




