Tóquio – Diante do aumento alarmante de casos de violência sexual envolvendo professores em escolas públicas, o Ministério da Educação, Cultura, Esporte, Ciência e Tecnologia do Japão (MEXT) realizou nesta quarta-feira uma reunião de emergência com representantes das secretarias de educação de todo o país. O encontro, realizado de forma online, teve como objetivo reforçar medidas de prevenção contra crimes como o voyeurismo e outras formas de abuso sexual contra alunos.
Estiveram presentes na reunião os diretores de educação das prefeituras e das cidades designadas por decreto do governo. Durante o encontro, o diretor do Departamento de Educação Primária e Secundária do MEXT, Tei Mochizuki, classificou a situação como “grave e abalada” e enfatizou que “não se pode tolerar nenhum caso de violência sexual por parte de professores, que devem ser modelos para crianças e adolescentes”. Mochizuki pediu esforços rigorosos para a erradicação desses crimes.
Entre as medidas reforçadas está a exigência de inspeções regulares em locais como salas de aula, banheiros e vestiários, para impedir a instalação de câmeras escondidas. Além disso, o uso de dispositivos pessoais para fotografar ou filmar estudantes será proibido, com o objetivo de impedir registros indevidos.
Segundo dados do Ministério, no ano fiscal de 2023 o número de professores de escolas públicas punidos por crimes sexuais contra alunos chegou a 320 — o maior já registrado. Como resposta, o MEXT pretende divulgar amplamente a política de demissão como punição padrão nesses casos e promover a criação de ambientes escolares onde vítimas possam buscar ajuda imediatamente.
As medidas refletem uma crescente preocupação da sociedade japonesa com a segurança de crianças e adolescentes no ambiente escolar, e o governo promete intensificar ações para garantir a integridade dos estudantes.
Foto: Reprodução NHK




