Osaka, Japão – O Brasil realizou uma cerimônia de abertura de seu pavilhão na Expo 2025 Osaka na segunda-feira (14), espaço organizado pela ApexBrasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos). A curadora Bia Lessa criou no local cinco atos que representam “Existir”, “Diferir”, “Confluir”, “Extinguir” e “Reexistir”.
Os visitantes observarão no texto objetos infláveis em forma de plantas que começam a se movimentar. No piso, ilhas com cadeiras de praia e papéis espalhados com mensagens de diversos autores, além de bonecos em formas de ser humano e animais que se levantam e caem. Na parede, sacolas recicláveis cheias de ar também fazem o movimento para cima e para baixo.
Em seguida, se deparam com um painel ao fundo com a imagem do sol. No início da apresentação, isso representa que todos vivem com a força da energia solar. Depois, a imagem do sol vai mudando para uma cor vermelha até escurecer. Isso significa que o mundo, com o desafio do aquecimento global, corre o risco de acabar com a natureza. Nesse momento, todos os objetos do piso caem.
A mensagem que o Brasil quer passar é clara: “Bia Lessa trabalhou para mostrar ao mundo um caminho, um jeito de ser melhor. Ela é especial porque lida com arte, com a alma brasileira”, enfatizou o presidente da ApexBrasil, Jorge Viana, na abertura para convidados.
Bia Lessa lembrou que está dando continuidade ao trabalho do arquiteto Paulo Mendes da Rocha. Foi ele quem assinou a obra do Pavilhão Brasil na Expo de 1970, em Osaka. Conforme citou Bia, Paulo Mendes costumava dizer: “Sabemos que vamos morrer, mas sabemos que não nascemos para morrer. Nascemos para continuar”. Ela completou: “Estamos aqui, Paulo, para continuar”.
O diretor-presidente do Instituto Cultural Vale, Hugo Barreto, enfatizou: “Estamos celebrando algo único, uma criação humana, que só os homens têm essa capacidade, que é a arte”. O Embaixador Laudemar Aguiar, do Ministério das Relações Exteriores, destacou que “o Brasil mostra a diversidade que é a nossa força”.
A abertura do pavilhão teve a execução do Hino Nacional e a interpretação das músicas “Semente do Amanhã” (Gonzaguinha) e “O Trenzinho do Caipira” (Heitor Villa -Lobos) pela cantora Mio Matsuda e músicos Marcelo Kimura e Sasago Shigueharu.

Sala Parangoromos
No segundo prédio, os visitantes encontram a Sala Parangoromos, onde serão distribuídos “parangoromos”, uma fusão da vestimenta “parangolé”, criada pelo artista Hélio Oiticica, com “hagoromos”, vestimenta tradicional japonesa associada à leveza e espiritualidade. Há ainda tinta branca que os visitantes podem se pintar no rosto ou nas mãos.
Ao lado fica a Sala Multiuso, onde foi feita apresentação por Ana Repezza, diretora de Negócios da ApexBrasil. Ela explicou que “a ApexBrasil, assumiu esse desafio de fazer parte da Exposição Universal por ser um evento importante de promoção de imagem do Brasil e muitas vezes tem reflexo na geração de negócios. Cada ano nos superamos”.
O presidente do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), Décio Lima, citou o poema do compositor e cantor Vinícius de Moraes: “A vida é a arte do encontro, embora haja tantos desencontros pela vida”.
Lima acrescentou: “Precisamos aproveitar a participação na Expo 2025 para produzir reflexão e entender não ser possível continuar a destruir a natureza no mundo.”
Na inauguração do pavilhão, a ApexBrasil entregou medalhas e selos para os deputados federais Lídice da Mata, Ana Paula Lima, Jack Rocha, Gervásio Maia, e também para o presidente do Sebrae, Décio Lima.
Tanto a medalha como o selo têm como símbolo duas pessoas abraçadas em volta de um pirarucu, representando o balanço entre o ser humano e a natureza. O selo dos Correios tem escrito Expo Osaka Pavilhão do Brasil.
A cerimônia contou ainda com a participação do presidente do Instituto Tomie Ohtake, Ricardo Ohtake; da atriz Betty Gofman entre outros convidados.
Informações sobre a participação do Brasil na Expo podem ser obtidas no perfil @brazilexpo2025 do Instagram.
Incidente na Expo
Na segunda-feira, um homem de 80 anos foi preso na entrada da Expo por supostamente dizer a um segurança que havia uma bomba em sua mochila.
Quando ele se recusou a ter a sua mochila verificada, ele disse que tinha uma bomba, o que levou a segurança do local a chamar a polícia.
Peritos revistaram sua bolsa e não encontraram objetos perigosos, mas o portão de entrada foi temporariamente fechado.
Quando foi interrogado, o homem disse: “Eu não tinha intenção de interromper a operação da Expo. Eu estava ansioso e animado, então disse isso meio brincando.”
A polícia está investigando os detalhes da ocorrência.
Fotos: Cedidas/ApexBrasil
Presidente da ApexBrasil, Jorge Viana (ao centro) e equipe




