Osaka, Japão – A empresa japonesa Icom Inc., de Osaka, negou ser a fabricante dos walkie-talkies usados por terroristas do Hezbollah e que explodiram no Líbano nesta semana, segundo a Reuters.
Durante dois dias desta semana, milhares de dispositivos eletrônicos, como pagers e walkie-talkies, explodiram, matando pelo menos 32 pessoas e ferindo mais de 3.000.
Após análise dos apaelhos destroçados, surgiram especulações de que os walkie-talkies seriam de fabricação japonesa.
Mas o diretor da Icom, Yoshiki Enomoto, declarou: “Não há como uma bomba ter sido integrada a um de nossos dispositivos durante a fabricação. O processo é altamente automatizado e rápido, então não há tempo para essas coisas.”
Os pagers detonaram na terça-feira (17), e depois foram os walkie-talkies na quarta-feira (18), especialmente nos subúrbios de Beirute e no Vale do Bekaa.
As explosões também causaram danos materiais, incluindo incêndios.
A Icom disse que interrompeu a produção há uma década dos modelos de rádio identificados no ataque, e que a maioria dos que ainda estavam à venda eram falsificados.
O diretor Enomoto acrescentou: “Se for falsificado, teremos que investigar como alguém criou uma bomba que se parece com o nosso produto. Se for genuíno, teremos que rastrear sua distribuição para descobrir como foi parar lá.”
No Líbano, um representante da empresa Power Group disse ser o único distribuidor oficial da Icom no país, e que não importou o modelo que detonou na quarta-feira. Ele acrescentou que não houve detonações em suas lojas ou depósitos.
O representante, que preferiu não se identificar, afirmou que o modelo que detonou na quarta-feira foi descontinuado pela Icom em 2014 e que a Power Group importa apenas modelos ainda em produção.
Não se sabe como os aparelhos foram introduzidos entre os terroristas do Hezbollah.
O governo de Israel não se pronunciou a respeito.
Vários vídeos pipocaram nas redes sociais do momento em que os aparelhos explodiram, causando sérios danos àqueles que carregavam os aparelhos, ou pager ou walkie-talkie.
Uma pessoa ligada à segurança libanesa investigou a situação e disse que os pagers “estavam programados para explodir e continham materiais explosivos inseridos junto à bateria”.
Os pagers são aparelhos de troca de mensagens e localização de pequeno porte, que não precisam de cartão SIM, nem conexão com a internet.
O chanceler libanês, Abdallah Bou Habib, advertiu que “o ataque é um flagrante à soberania e segurança do Líbano e pode ser o indício de uma guerra mais ampla”.
Declaração de guerra
Mesmo que nenhum grupo tenha assumido a autoria das explosões, o líder do Hezbollah, Hassan Nasrallah, disse que o ataque foi atribuído a Israel e representa uma declaração de guerra.
Ele classificou a ação como o golpe mais grave e sem precedentes na história do conflito, em seu primeiro pronunciamento após dois dias consecutivos de explosões de dispositivos eletrônicos.
O terrorista afirmou que o ataque aos pagers do grupo foi um “golpe severo” que cruzou uma “linha vermelha” e prometeu uma retaliação contra Israel.
“O inimigo enfrentará uma punição severa e justa”, ameaçou.
Em discurso televisionado, o chefe do grupo disse que continuará a fazer os ataques diários no norte de Israel e que os israelenses não serão capazes de retornar para as suas casas “até que a guerra de Gaza termine”.
Enquanto Nasrallah discursava, o Hezbollah e os militares israelenses trocavam ataques na fronteira e ao menos dois soldados de Israel foram mortos. Aviões de guerra israelenses também voaram baixo sobre Beirute.
Foto: Reprodução
Trump reduz exercícios com Coreia do Sul e diz que Coreia do Norte “não tem representado ameaça”
Washington, Estados Unidos – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, determinou que o Pentágono reduza significativamente os exercícios militares...
VER MAISDetails




