Tóquio, Japão – A doença da mão-pé-boca, que geralmente afeta crianças por infecção viral, continua apresentando um alto número de casos no Japão, sendo a maior taxa registrada nos últimos 10 anos para esta época do ano, informou a emissora NHK, citando dados do Instituto Nacional de Doenças Infecciosas.
Características da doença
- Sintomas comuns: Aparecimento de pequenas bolhas (2-3 mm) na boca, palmas das mãos, solas dos pés e dorso dos pés.
- Febre: Acontece em cerca de um terço dos casos, geralmente abaixo de 38°C, e não costuma ser alta ou persistente.
- Duração: A maioria das pessoas se recupera em 3 a 7 dias.
- Gravidade: Principalmente afeta crianças pequenas durante o verão, e pode ocasionalmente causar sintomas graves como encefalite.
- Adultos: Crianças pequenas, especialmente menores de cinco anos, são as mais afetadas, mas há relatos de infecção em crianças mais velhas e adultos.
Dados recentes
Na semana até 14 de julho, foram reportados 41.885 casos em cerca de 3.000 clínicas pediátricas no Japão, com uma média de 13,34 pacientes por clínica, um aumento de 1,88 em relação à semana anterior.
Este número é o mais alto dos últimos 10 anos para o mesmo período.
Províncias mais afetadas
Mie: 33,69 casos por clínica
Toyama: 21,93
Saitama: 21,75
Shizuoka: 21,69
Hiroshima: 20,84
Em 37 províncias, o número de casos superou o limite de alerta nacional de cinco casos por clínica.
Recomendações de especialistas
O médico Kiyosu Taniguchi, do Hospital Nacional de Mie, destacou que a ausência de surtos significativos nos últimos anos resultou em infecções entre crianças mais velhas, incluindo estudantes do ensino fundamental.
Com a circulação do vírus da Covid-19, a diferenciação entre as duas doenças tornou-se difícil, reforçando a importância de medidas de prevenção como lavagem das mãos e ventilação adequada.
Medidas de prevenção
- Lavar bem as mãos: Use água corrente e sabão, garantindo uma limpeza adequada.
- Evitar o compartilhamento de toalhas: Isso ajuda a prevenir a propagação do vírus.
- Importância da higiene: Em creches e outras instalações para crianças pequenas, tanto funcionários quanto crianças devem lavar as mãos regularmente.
- Troca de fraldas: Durante a troca de fraldas, os resíduos devem ser descartados corretamente e as mãos devem ser lavadas minuciosamente.
- Excreção: Mesmo após a recuperação, o vírus pode ser excretado nas fezes por um período prolongado. Além disso, pessoas infectadas que não apresentam sintomas ainda podem excretar o vírus.
- Isolamento prolongado ineficaz: Isolar apenas os pacientes sintomáticos por um longo período não é suficiente para controlar a infecção. A prática constante de lavar as mãos é fundamental.
- Ausência de vacinas e medicamentos preventivos: Não há vacinas ou medicamentos preventivos disponíveis para a doença da mão-pé-boca.
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