Tóquio, Japão – O Instituto Nacional de Doenças Infecciosas alerta para o aumento no número de casos de sífilis no país, doença cuja transmissão ocorre por contato sexual, noticiou a NHK.
Os profissionais do Instituto disseram que de janeiro até o dia 7 de abril foram 3.332 casos notificados da doença em todo o país.
No ano passado foram registrados quase 15.000 casos, que foi o maior desde que os registros começaram na forma atual.
Segundo a estatística do Instituto, no ano passado 37 bebês contraíram sífilis congênita, que ocorre quando a doença é transmitida da mãe com sífilis não tratada ou tratada de forma não adequada para criança durante a gestação.
No sábado (20) os médicos distribuíram panfletos aos pedestres em Yokohama, na província de Kanagawa, alertando-as para o aumento acentuado de casos de sífilis.
Eles também orientaram as pessoas a procurar atendimento médico caso desenvolvessem erupções cutâneas pelo corpo e caroços e úlceras na boca ou perto dos órgãos genitais.
Kei Kawana, do conselho da Sociedade Japonesa de Obstetrícia e Ginecologia, afirma que a sífilis pode ser curável se for tratada adequadamente e convida as pessoas a evitarem contatos sexuais que possam aumentar o risco de infecção, a fim de se protegerem a si e às suas famílias.
Entenda a doença
A sífilis é uma infecção sexualmente transmissível (IST), causada pela bactéria Treponema pallidum, que gera o aparecimento de feridas indolores nos genitais, as quais somem sem tratamento e retornam depois de semanas, meses ou anos nas suas formas secundária ou terciária, que são mais graves, segundo o Tua Saúde.
Além do contato sexual desprotegido, a sífilis pode ser transmitida por compartilhamento de agulhas contaminadas e de uma mãe para o bebê durante a gestação ou parto. A doença tem cura e é tratada por especialistas em ginecologia, urologia ou clínico geral com injeções de penicilina.
A sífilis ocorre em três fases, sendo a primária com sintomas como o surgimento de caroço duro e liso, que não dói nem causa desconforto. Outros sintomas são ferida única que não sangra, ínguas dolorosas ou não perto das lesões.
Na fase secundária ocorrem lesões lisas, macias e planas na pele; há também manchas vermelhas na pele, boca, nariz, palmas e plantas do pés; descamação da pele; Ínguas em todo o corpo, mas principalmente na região genital. Há ainda dor de cabeça, muscular, nas articulações ou dor de garganta, febre baixa, mal-estar, perda de apetite e de peso.
A sífilis terciária traz lesões maiores na pele, boca e nariz, dor de cabeça intensa, fraqueza muscular, alteração da visão, perda auditiva, tontura ou vertigem, além de confusão mental ou falhas de memória.
Foto: iStockphoto
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