Atualizado em: 06/05/2024 13:55
Tóquio, Japão – A propagação da gripe tem provocado a falta de medicamentos genéricos no Japão, segundo o Ministério da Saúde, publicou a agência Jiji Press.
Os genéricos representam cerca de 80% de todos os medicamentos disponíveis no país. A oferta deles é caracterizada por muitas farmacêuticas produzirem uma grande variedade de medicamentos em pequenas quantidades.
Durante o ano de 2021 e após, mais de 10 fabricantes de medicamentos genéricos, incluindo Kobayashi Kako e Nichi-Iko Pharmaceutical, precisaram suspender as operações devido a problemas de qualidade dos produtos, levando à instabilidade do fornecimento, de acordo com o ministério.
Uma consequência disso é que as remessas de cerca de 40% dos medicamentos genéricos foram suspensas no final de agosto de 2022.
A situação havia sido agravada pela pandemia de coronavírus e também com a propagação da gripe, faltando aqueles para tosse e analgésicos.
Em setembro deste ano, o fornecimento foi suspenso ou limitado para 22,9% de todos os 17.682 medicamentos, conforme com a Federação das Associações de Fabricantes Farmacêuticos do Japão.
O fornecimento de medicamentos para tosse, por exemplo, caiu 15% em comparação com os níveis anteriores à pandemia de COVID-19, segundo o ministério.
Na quarta-feira (18), o ministro da saúde, Keizo Takemi, pediu a oito grandes farmacêuticas que aumentassem a produção.
No dia 6 de outubro, a Associação Médica do Japão divulgou os resultados de uma pesquisa de emergência que concluiu que mais de 70% das instituições médicas do país sofriam com a escassez de medicamentos.
No Japão as farmacêuticas são obrigadas a garantir o fornecimento estável de medicamentos genéricos durante pelo menos cinco anos após os seus preços serem definidos pelo governo.
O problema é que os preços definidos pelo governo têm caído com o mercado sendo inundado com medicamentos dos mesmos tipos, o que leva os fabricantes a lançar novos produtos para reforçar a rentabilidade. O resultado disso é que as empresas produziram uma grande variedade de medicamentos em pequenas quantidades.
Em Julho, um painel de especialistas do ministério iniciou discussões para garantir um fornecimento estável de medicamentos genéricos.
O ministério divulgou no início deste mês de outubro um relatório indicando que as empresas que não contribuem para um fornecimento estável não deveriam ser autorizadas a entrar no mercado e que os medicamentos com pouca necessidade e baixas quotas de mercado seriam reduzidos.
O painel também discutirá medidas para promover realinhamentos do setor, visando traçar as medidas necessárias até o final do ano.
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