Dallas – A Espanha está na final da Copa do Mundo pela segunda vez na história. Nesta quarta-feira, pelo horário de Tóquio, a seleção espanhola venceu a França por 2 a 0, em Dallas, e voltou à decisão do torneio após 16 anos.
Mikel Oyarzabal, em cobrança de pênalti, e Pedro Porro marcaram os gols da vitória. Com o resultado, a Espanha impediu a França de disputar a terceira final consecutiva de Copa do Mundo.
A última participação espanhola na decisão ocorreu em 2010, quando a equipe conquistou seu primeiro título mundial, na África do Sul.
A final será disputada no domingo, 19 de julho — segunda-feira pelo horário de Tóquio —, no Estádio de Nova York/Nova Jersey. A Espanha enfrentará o vencedor da semifinal entre Inglaterra e Argentina, que se enfrentam na madrugada de quinta-feira pelo horário de Tóquio.
Já a França voltará a campo em Miami para disputar o terceiro lugar, no domingo.
Espanha controla a posse e quase não sofre riscos
A partida teve o estilo que marcou a campanha espanhola: muita posse de bola, troca constante de passes e poucos espaços concedidos na defesa.
Apesar de tentar reagir, a França acertou sua primeira finalização no alvo somente nos instantes finais do segundo tempo.
Em relação ao time que eliminou o Marrocos nas quartas de final, o técnico Didier Deschamps fez duas alterações. Manu Koné e Désiré Doué deixaram a equipe titular para as entradas de Aurélien Tchouaméni e Bradley Barcola.
A Espanha, por outro lado, repetiu a escalação que havia vencido a Bélgica na rodada anterior.
O confronto entre duas equipes acostumadas a controlar as partidas começou de forma estudada, com os jogadores esperando espaços para avançar.
A primeira boa oportunidade espanhola surgiu aos 10 minutos, após Adrien Rabiot cometer falta em Dani Olmo na entrada da área. Alex Baena cobrou, mas a bola parou na barreira.
Cinco minutos depois, a França tentou responder em um contra-ataque. Kylian Mbappé recebeu a bola diante de uma marcação tripla, enquanto o goleiro Unai Simón estava adiantado, mas não conseguiu finalizar.
Oyarzabal abre o placar de pênalti
A Espanha abriu o placar aos 21 minutos. Lucas Digne tentou afastar a bola, mas acertou Lamine Yamal dentro da área.
Oyarzabal assumiu a cobrança do pênalti e bateu no canto esquerdo do goleiro Mike Maignan. Pela primeira vez nesta Copa do Mundo, a França ficou atrás no marcador.
O gol premiou a equipe que mais trabalhava a bola. Na parada para hidratação, a Espanha tinha 60% da posse, contra 33% da França e 7% de bola em disputa.
Além disso, os espanhóis já haviam completado 137 passes, enquanto os franceses somavam 97.
Pouco depois da retomada da partida, a França perdeu o zagueiro William Saliba, que deixou o campo por questões físicas. Maxence Lacroix entrou em seu lugar.
A Espanha continuou melhor e quase ampliou aos 37 minutos. Após troca de passes entre Yamal e Olmo, Dayot Upamecano bloqueou a finalização de Fabián Ruiz.
Pedro Porro amplia no segundo tempo
Para o segundo tempo, a França voltou sem Rabiot, que já tinha recebido cartão amarelo. Koné entrou em seu lugar. Pouco depois, Doué substituiu Barcola.
Apesar das mudanças, a Espanha começou a etapa complementar com mais intensidade.
Aos 12 minutos, Pedro Porro tabelou com Olmo e tocou na saída de Maignan para fazer o segundo gol espanhol.
Yamal chegou a marcar pouco depois, mas a arbitragem anulou o lance por impedimento.
Com dois gols de vantagem, a Espanha passou a controlar ainda mais a posse de bola e evitou que a França aumentasse a pressão.
Mbappé teve uma boa oportunidade aos 21 minutos, em uma finalização cruzada. No entanto, o desvio de Marc Cucurella mandou a bola para escanteio.
Deschamps ainda colocou Rayan Cherki e Theo Hernández nas vagas de Michael Olise e Lucas Digne para renovar o ataque francês.
Porém, a Espanha voltou a levar perigo. Aos 32 minutos, Ferran Torres cabeceou à direita do ângulo defendido por Maignan.
Nos minutos finais, a França tentou avançar, mas encontrou uma defesa espanhola bem posicionada. Mbappé, Doué e outros jogadores buscaram o gol, sem sucesso.
A Espanha, que sofreu apenas um gol durante a competição, manteve o controle até o apito final e garantiu sua segunda participação em uma final de Copa do Mundo.




