Seattle – Nesta terça-feira (7), pelo horário de Tóquio, a Bélgica goleou os EUA por 4 a 1 no Lumen Field, em Seattle, e eliminou um dos países-sede da Copa do Mundo.
Envolvido em uma polêmica após a Fifa liberá-lo para jogar mesmo depois de receber cartão vermelho contra a Bósnia e Herzegovina, o atacante Folarin Balogun começou como titular, mas pouco produziu em campo.
Com o resultado, a Bélgica confirmou o confronto contra a Espanha nas quartas de final. Mais cedo, os espanhóis venceram Portugal por 1 a 0 em outra partida das oitavas.
Os Estados Unidos, por outro lado, tornaram-se os últimos coanfitriões a deixar o torneio. Canadá e México também caíram nas oitavas de final.
Bélgica domina EUA e De Ketelaere marca duas vezes
O primeiro sinal de alerta para o time de Mauricio Pochettino surgiu logo no início. No primeiro ataque belga, Timothy Castagne bateu firme da entrada da área e obrigou Matt Freese a fazer uma grande defesa.
Pouco depois, Youri Tielemans quase alcançou o cruzamento de Dodi Lukebakio. A pressão dos comandados de Rudi Garcia funcionou, e o gol não demorou a sair.
Leandro Trossard mandou uma bola perigosa para a área, a defesa norte-americana se complicou e Nicolas Raskin desviou. De Ketelaere apareceu para completar para as redes e abrir o placar.
A Bélgica controlava completamente a partida, mas levou um susto aos 31 minutos. Uma cobrança de falta de Malik Tillman desviou no caminho e pegou Thibaut Courtois no contrapé.
A festa dos Estados Unidos, porém, durou apenas 116 segundos. Trossard cruzou na medida pela esquerda, e De Ketelaere subiu para cabecear e marcar o segundo dele no jogo.
Bélgica amplia no segundo tempo e fecha goleada
Aos 11 minutos da segunda etapa, Hans Vanaken ampliou a vantagem da Bélgica. Matt Freese saiu da área para cortar um lançamento em direção a De Ketelaere, mas hesitou e travou o pé no gramado.
O atacante belga recuperou a bola e, com o gol vazio, Vanaken finalizou de primeira. O zagueiro Tim Ream ainda tocou na bola, mas não conseguiu evitar o gol.
Nos acréscimos, Romelu Lukaku fechou a goleada com um belo chute. O camisa 9 roubou a bola dentro da área norte-americana e mandou no canto esquerdo de Freese, sem chance de defesa.
Entenda a polêmica envolvendo Trump e a Fifa
No dia 1º de julho, durante a vitória dos Estados Unidos por 2 a 0 sobre a Bósnia e Herzegovina, pela fase de 16 avos de final, Folarin Balogun recebeu cartão vermelho após uma falta dura.
O árbitro brasileiro Raphael Claus expulsou o atacante diretamente após revisar o lance no VAR. Pelo regulamento padrão, Balogun deveria cumprir suspensão automática nas oitavas de final contra a Bélgica.
Inconformado com a punição do principal artilheiro norte-americano na competição, o presidente Donald Trump ligou diretamente para o presidente da Fifa, Gianni Infantino, e pediu uma revisão do lance por considerar que não houve falta.
Trump também criticou publicamente Raphael Claus e classificou o histórico do árbitro brasileiro como “um pouco suspeito”. Além disso, advogados e órgãos do governo norte-americano apoiaram a tentativa de agilizar o processo junto à entidade esportiva.
No domingo (5), o Comitê Disciplinar da Fifa recorreu a uma brecha jurídica no Artigo 27 do Código Disciplinar da entidade para suspender os efeitos da punição automática de Balogun.
A Fifa não anulou o cartão vermelho, mas converteu a suspensão de uma partida em um período probatório de um ano. Dessa forma, liberou o atacante para disputar as oitavas de final.
Decisão da Fifa provoca críticas
A liberação de Balogun provocou forte indignação no cenário esportivo internacional. Veículos de imprensa e ex-jogadores classificaram a decisão como um “escândalo” e uma “vergonha” que fere a integridade competitiva do esporte.
A UEFA, entidade máxima do futebol europeu, divulgou uma nota dura e acusou a Fifa de “ultrapassar uma linha vermelha” com uma decisão considerada “incompreensível e injustificável”.
A Federação Belga de Futebol também acionou com urgência o Comitê de Apelação da Fifa na tentativa de impedir a escalação do atacante.
No entanto, a Fifa rejeitou o recurso sob a alegação de que a federação belga não era parte legítima no processo disciplinar original.
Apesar de toda a movimentação política para sua liberação, Balogun teve pouca participação na partida. A Bélgica venceu os Estados Unidos por 4 a 1, eliminou o país anfitrião e avançou às quartas de final da Copa do Mundo.
Espanha vence e elimina Portugal
A Espanha está de volta às quartas de final da Copa do Mundo após 16 anos. Em Dallas, a equipe do técnico Luis de la Fuente eliminou Portugal pelas oitavas com uma vitória por 1 a 0 e enfrenta a Bélgica na próxima fase.

A última vez que a equipe espanhola foi tão longe em Mundial ocorreu em 2010, quando terminou com o título inédito. Para Portugal de Cristiano Ronaldo, fica a despedida sem repetir a presença nas quartas, como ocorreu em 2022, no Catar.
Curiosamente, a última vez que as seleções ibéricas se enfrentaram em um mata-mata de Copas também ocorreu nas oitavas e terminou com triunfo para a Espanha. Em 2010, o gol de David Villa classificou sua equipe às quartas do torneio disputado na África do Sul.
Jogos das oitavas de final – horário de Tóquio
- Domingo, 5 de julho
2h – Canadá 0 x 3 Marrocos
6h – Paraguai 0 x 1 França
- Segunda-feira, 6 de julho
5h – Brasil 1 x 2 Noruega
9h – México 2 x 3 Inglaterra
- Terça-feira, 7 de julho
4h – Portugal 0 x 1 Espanha
9h – Estados Unidos 1 x 4 Bélgica
- Quarta-feira, 8 de julho
1h – Argentina x Egito
5h – Suíça x Colômbia
Jogos das quartas de final – horário de Tóquio
- Sexta-feira, 10 de julho
5h – França x Marrocos
- Sábado, 11 de julho
4h – Espanha x Bélgica
- Domingo, 12 de julho
6h – Noruega x Inglaterra
10h – Argentina ou Egito x Suíça ou Colômbia





Bem feito…Depois do golpe sujo dos Estados Unidos, mereciam cair fora mesmo.