Estados Unidos – A Copa do Mundo 2026 já começou a gerar debates antes mesmo de a bola rolar. Relatos envolvendo dificuldades de entrada nos Estados Unidos para jogadores, árbitros e integrantes de delegações colocaram a organização do torneio sob questionamento às vésperas da competição.
Sediada por Estados Unidos, México e Canadá, a Copa do Mundo de 2026 ainda não começou, mas episódios recentes relacionados à imigração já provocam críticas à Fifa e preocupações entre participantes do torneio.
Casos de entrada barrada e interrogatórios em aeroportos
Nos últimos dias, surgiram relatos de jogadores submetidos a longos interrogatórios em aeroportos americanos, delegações impedidas de entrar no país e até mesmo um árbitro internacional barrado pelas autoridades dos Estados Unidos.
De acordo com informações da BBC, o árbitro somali Omar Artan teve sua entrada negada no Aeroporto Internacional de Miami por “questões de verificação”. Mesmo portando um passaporte diplomático, ele não foi autorizado a ingressar no país.
Outro episódio envolveu o atacante iraquiano Aymen Hussein. O jogador passou por várias horas de interrogatório em um aeroporto de Chicago antes de receber autorização para entrar nos Estados Unidos.
Situação do Irã impõe restrições à delegação
A situação também afeta a seleção do Irã. Embora o país esteja atualmente em guerra com os Estados Unidos, a equipe recebeu autorização para disputar os três jogos da fase de grupos em território americano.
As condições, porém, impõem limitações. A delegação iraniana não poderá permanecer baseada nos Estados Unidos durante a competição e deverá ficar no México.
Além disso, a equipe terá de entrar e sair do território americano em até 24 horas a cada deslocamento para suas partidas.
Trump defende medidas de controle migratório
Em entrevista à imprensa na última quarta-feira (10), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, apoiou as medidas adotadas pelas autoridades de imigração do país.
“Estamos trabalhando para garantir que as pessoas certas venham ao nosso país. Esta é a Copa do Mundo mais bem-sucedida que eles já tiveram. Nunca venderam ingressos nesse nível”, afirmou.
Infantino minimiza preocupações
Também na quarta-feira (10), o presidente da Fifa, Gianni Infantino, participou de uma coletiva de imprensa no Estádio Azteca, na véspera da partida de abertura desta quinta-feira (11) entre México e África do Sul.
Ao comentar as dificuldades enfrentadas por participantes para entrar nos Estados Unidos, Infantino afirmou que as pessoas “deveriam relaxar”.
Sobre o caso do árbitro somali, o dirigente apenas classificou a situação como “lamentável”, mas ressaltou que a Fifa não tem poder para determinar quais pessoas podem ou não entrar em determinado país.
Segundo ele, a entidade tem atuado “nos bastidores” para resolver as questões. “Sempre tentamos tornar a situação o mais positiva possível e encontrar soluções”, declarou.
Fifa cita acordo para participação do Irã
Ao abordar as restrições impostas à seleção iraniana, Infantino elogiou o trabalho da Fifa nas negociações que permitiram a presença do país no torneio. “Não sei quem mais teria sido capaz de garantir, nessas circunstâncias, que o Irã pudesse vir e jogar”, disse.
O dirigente também afirmou que a Copa do Mundo de 2026 será “provavelmente o maior evento da história da humanidade”.




