Paris, França – O Brasil poderá bater o seu recorde histórico de medalhas em uma paralimpíada. Nesta quinta-feira, a delegação brasileira conquistou três pratas e dois bronzes, e chegou a 62 no total. Com os resultados, o país caiu duas posições no quadro de medalhas e aparece em oitavo lugar, publicou a Agência Brasil e Comitê Paralímpico Brasileiro.
O recorde histórico de medalhas do Brasil é de 72 pódios, conquistados em 2016 e 2021. Com 62 até o momento, o país precisa de apenas onze para superar a marca. A projeção é que o Brasil chegue até 85.
Natação
Uma das medalhas de prata conquistadas na quinta-feira (5) foi com Talisson Glock nos 100 metros livre classe S6 (limitação físico-motora) em 1min05s27.
Carol Santiago chegou em segundo lugar na prova dos 100 metros peito da classe SB12 (atletas com baixa visão), com a prata sendo a sua 10ª medalha em uma edição do megaevento esportivo.
Cecília Araújo, tricampeã mundial nos 50m livre da classe S8 (limitação físico-motora), conquistou a medalha de prata com o tempo de 30s31. O ouro ficou com a britânica Alice Tai, que fez 29s91. Viktoriia Ishchiulova, dos Atletas Paralímpicos Neutros (NPA), conquistou o bronze.
Judô e goalball
No primeiro dia de competições no judô, Rosicleide Andrade derrotou a argentina Rocio Ledesma Dure por ippon e conquistou a medalha de bronze na disputa da categoria até 48 quilos da classe J1 (atletas cegos totais ou com percepção de luz, mas sem reconhecer o formato de uma mão a qualquer distância).
A seleção brasileira masculina de goalball conquistou a medalha de bronze ao derrotar a China por 5 a 3 na quinta-feira. Este é o quarto pódio paralímpico seguido da equipe, após o ouro nos Jogos de Tóquio (2020), o bronze no Rio de Janeiro (2016) e a prata em Londres (2012).
O destaque do Brasil na partida foi o ala/pivô Leomon Moreno, que marcou três gols. A equipe brasileira também contou com dois tentos de Parazinho. A equipe veio formada por André Dantas, Emerson da Silva, Parazinho, Leomon Moreno, Paulo Saturnino e Romário Marques.
Quadro de medalhas
Com 15 medalhas de ouro até agora, o Brasil caiu para oitavo no quadro geral.
O recorde histórico é de 22 ouros e há chances ainda da delegação ultrapassar esse limite.
Chegar na Holanda na briga pela quarta posição já está impossível.
A briga agora é pela quinta colocação com França, Ucrânia, Holanda e Austrália.
Toda medalha fará diferença nestes três últimos dias e ainda há chance do Brasil ser top 5.
Mais medalhas?
O Brasil perdeu a semifinal no futebol de cegos pela primeira vez e para a Argentina. A derrota foi nos pênaltis, por 4 a 3 para os hermanos, depois de um empate sem gols no tempo regulamentar.
Com o resultado, os argentinos avançaram para a decisão contra a França. Os brasileiros terão que brigar com a Colômbia pelo bronze no sábado (7).
A velocista acreana Jerusa Geber se classificou para a final dos 200m da classe T11 (deficiências visuais). Ela venceu sua bateria com o tempo de 25s, o terceiro melhor no geral.
A maranhense Rayane Soares se classificou para a final dos 400m T13 (para atletas com deficiência visual). A prova final acontece no sábado.
A seleção brasileira de vôlei sentado feminina vai disputar o bronze.
O time perdeu por 3 sets a 1 para os Estados Unidos na semifinal com parciais de 22/25, 25/22, 14/25 e 15/25 na Arena Paris Norte.
Foto: Foto: Alessandra Cabral/CPB @alecabral_ale
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