Paris, França – Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), quase um terço de todos os adultos não pratica atividade física suficiente, o que representa uma ameaça crescente à saúde, noticiou a France Presse.
Conforme o estudo da OMS, mais de 31% dos adultos – 1,8 bilhão de pessoas – não praticaram a quantidade recomendada de exercício físico em 2022, um aumento de cinco pontos percentuais em relação a 2010.
“A inatividade física é uma ameaça silenciosa à saúde global, contribuindo significativamente para o fardo das doenças crônicas”, afirmou Ruediger Krech, diretor do Departamento de Promoção da Saúde da OMS.
“Infelizmente o mundo não está indo na direção certa”, acrescentou Krech.
Tempo de exercício
Um adulto saudável, segundo a OMS, deve praticar 150 minutos de atividade física de intensidade moderada, como caminhada, ciclismo ou até tarefas domésticas, ou então 75 minutos de exercício mais vigoroso, como correr.
Não praticar este nível de exercício aumenta o risco de as pessoas desenvolverem doenças cardíacas, diabetes, alguns tipos de cancro, e problemas de saúde mental, disse Krech.
Mantendo a tendência atual, a previsão é de que o nível de inatividade entre adultos aumente para 35% até 2030, segundo estudo publicado na revista The Lancet Global Health.
Para Fiona Bull, chefe da unidade de atividade física da OMS, a pesquisa é “um alerta de que não estamos fazendo o suficiente”.
Possíveis causas
Entre os países, as taxas de inatividade variam amplamente. Por exemplo, 66% dos adultos não praticam atividade física suficiente nos Emirados Árabes Unidos, enquanto o número era inferior a 3% no Malawi.
Há também disparidade entre os gêneros. Quase 34% das mulheres em todo o mundo não atingem o limiar de atividade, em comparação com 29% dos homens.
Entre as causas para o declínio nas atividades físicas estão o fato de as pessoas caminharem menos, trabalharem mais com computadores e passarem mais tempo colados nas telas de celulares durante as folgas, segundo Bull.
“Não se limite a sentar-se nas cadeiras, levante-se e seja ativo – cada passo conta”, disse Krech.
A OMS enfatiza que a mudança do comportamento individual não é suficiente, apelando aos países para que promovam a atividade física, impulsionando o desporto comunitário, bem como as caminhadas, o ciclismo e os transportes públicos.
O estudo da OMS, considerado o mais abrangente até agora, combinou as conclusões de mais de 500 outros estudos envolvendo 5,7 milhões de pessoas em 163 países e territórios.
Mas nem tudo são más notícias. Muitos países fizeram progressos ao longo da última década e 22 estão no bom caminho para atingir a meta até 2030 – desde que continuem a avançar na direção certa.
Foto: iStockphoto
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