Los Angeles – Adele foi a grande vencedora do prêmio Grammy de 2017 no último domingo, ficando com as principais estatuetas de melhor álbum, gravação e canção do ano – uma vitória chocante e histórica sobre Beyoncé em uma noite marcada por declarações políticas e homenagens emotivas.
Adele, de 28 anos, venceu nas cinco categorias a que foi indicada, incluindo por seu disco mais recente, “25”, e sua balada “Hello”. Ela se tornou a primeira artista da história do Grammy a conquistar os três maiores prêmios duas vezes na esteira das honrarias recebidas por seu disco anterior, “21”, em 2012.
Beyoncé, 35, chegou à cerimônia de domingo como favorita, com nove indicações ao contundente “Lemonade”, álbum que aborda raça, feminismo e traição. Ela esperava sair com seu primeiro Grammy de disco do ano.
Adele, que soma um total de 15 Grammys na carreira, disse aos repórteres nos bastidores que “sinto que era a vez de ela (Beyoncé) vencer”.
“Minha rainha e meu ídolo é Queen B. Eu te adoro”, disse a cantora britânica à norte-americana, sentada na primeira fileira, ao receber o prêmio.
“Não consigo aceitar este prêmio, e me sinto muito humilde e grata. Mas a artista da minha vida é Beyoncé. Este álbum, para mim, o álbum ‘Lemonade’, foi monumental”, acrescentou.
Homenageados
Prince e George Michael, dois veteranos da música pop premiados com o Grammy e que morreram subitamente com meses de diferença no ano passado, foram lembrados em homenagens especiais de artistas mais jovens durante a maior premiação da indústria fonográfica dos Estados Unidos.
Os trechos do espetáculo dedicados aos astros falecidos foram decididamente diferentes no tom e na interpretação, representando dois dos momentos mais emotivos do show de mais de 3 horas e meia transmitido ao vivo do Staples Center de Los Angeles pela rede CBS.
O tributo a Prince foi uma comemoração intensa e repleta de dança finalizada por Bruno Mars, que cantou “Let’s Go Crazy”, um sucesso inconfundível de seu herói musical. Antigos colaboradores de Prince, Morris Day & The Time o antecederam com uma apresentação igualmente enérgica de duas canções cuja autoria dividiram com o ex-parceiro: “Jungle Love” e “The Bird”.
Mais cedo na mesma noite, Adele prestou uma homenagem a George Michael com uma versão delicada e contida de “Fastlove”, sucesso dançante de 1996, que interpretou enquanto vídeos do cantor e compositor britânico eram exibidos em um telão.
Mas seu tributo começou mal – ela vacilou nos acordes iniciais, parou e xingou, pedindo para recomeçar.
“Desculpem, eu sei que é ao vivo”, disse. “Não posso errar por causa dele (Michael)”.
Foto: Reuters
Adele segura troféus do prêmio Grammy de 2017




