Tóquio, Japão – O aumento de preços no Japão voltará a impactar consumidores a partir de junho. Segundo dados do Teikoku Databank, 1.078 itens de alimentos e bebidas produzidos por 195 grandes fabricantes terão reajustes. Isto é reflexo do aumento dos custos da nafta, matéria-prima utilizada na fabricação de bandejas e filmes plásticos.
A pressão sobre os custos ocorre em meio ao agravamento da situação no Oriente Médio, que também contribuiu para a alta dos preços do petróleo bruto e para o encarecimento das operações logísticas.
Temperos e alimentos processados lideram os reajustes
Entre os produtos afetados, os temperos concentram a maior quantidade de reajustes. O levantamento aponta aumento de preços em 450 itens, incluindo especiarias e furikake.
Na sequência aparecem 304 alimentos processados, categoria que reúne produtos como natto, alimentos enlatados e macarrão instantâneo.
Embora o total previsto para junho represente cerca da metade dos 1.940 itens reajustados no mesmo mês do ano anterior, o volume chama atenção por ser 13 vezes maior do que o registrado em maio, quando apenas 84 produtos tiveram aumento.
Falta de matéria-prima pressiona a indústria
O aumento dos custos das matérias-primas foi apontado como o principal fator por trás dos reajustes anunciados pelas empresas do setor alimentício.
De acordo com o levantamento, a escassez de nafta afetou a produção de bandejas, contêineres e outros materiais utilizados nas embalagens dos produtos.
Ao mesmo tempo, os custos logísticos também cresceram em razão da valorização do petróleo bruto, movimento associado ao agravamento da situação no Oriente Médio.
Setor prevê continuidade dos aumentos
Diante desse cenário, o instituto projeta que uma nova onda de reajustes de preços no setor de alimentos e bebidas continue ao longo do verão no Japão.
A expectativa reforça a pressão já observada nos custos de produção e distribuição enfrentados pelos fabricantes.
Número de produtos reajustados pode ultrapassar 10 mil
Os dados compilados entre janeiro e outubro mostram que o total de itens com aumento de preços em 2026 já alcançou 9.361 produtos.
Segundo a projeção apresentada pelo instituto, o número deverá superar a marca de 10 mil itens pelo quinto ano consecutivo desde o início da pesquisa, em 2022.





para o gov nao compensa investigar isso,pois muitos tem ligacao indireta com empresas alimenticias.
As empresas alimentícias,sempre arrumar desculpas para aumentar seus produtos!
Quando não é a tal guerra,eles falam de logísticas,matéria prima mais cara,aumento salarial(nunca vi aumentarem os salários de trabalhadores,tanto assim durante um ano!?) e etc…
O governo é omisso em não investigar,tantos aumentos,que eu considero abusivos,diante da frouxidão do governo!
Da impressão que o governo,também ganha algo por trás disso,porque eu não consigo entender como que o governo não fiscaliza,tantos aumentos assim,quase sempre com os mesmos argumentos!?