Tóquio, Japão – A Toyota Motor encerrou o ano fiscal de 2025 com um marco inédito para empresas japonesas: mais de ¥50 trilhões em vendas anuais. Apesar do recorde, a montadora viu seus lucros encolherem e já prevê um novo recuo nos resultados do atual exercício fiscal.
Segundo informações divulgadas nesta sexta-feira (8) pela agência Kyodo News, a receita da companhia cresceu 5,5% em relação ao ano anterior, alcançando ¥50,68 trilhões. Com isso, a Toyota se tornou a primeira empresa do Japão a superar a marca de ¥50 trilhões em vendas anuais.
O desempenho, porém, não se refletiu nos lucros. O lucro líquido da montadora caiu 19,2% no ano fiscal encerrado em março, totalizando ¥3,85 trilhões. Já o lucro operacional recuou 21,5%, ficando em ¥3,77 trilhões.
As vendas globais de veículos do Grupo Toyota, incluindo as subsidiárias Daihatsu Motor e Hino Motors, avançaram 2,5%, chegando a 11,28 milhões de unidades. A empresa atribuiu o resultado à forte demanda em mercados importantes, entre eles o próprio Japão.
Tarifas dos EUA pressionaram resultados
A Toyota também enfrentou impacto das tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre carros importados do Japão.
Em abril do ano passado, o presidente Donald Trump elevou a tarifa de importação de veículos japoneses de 2,5% para 27,5%. Após negociações entre os dois países, a taxa foi reduzida para 15% em setembro.
Mesmo com o cenário adverso, os resultados finais ficaram ligeiramente acima das projeções divulgadas anteriormente pela própria empresa. A Toyota estimava crescimento de apenas 1% na receita e uma queda de 34,9% no lucro líquido.
Toyota prevê nova queda nos lucros até março de 2027
Para o atual ano fiscal, que termina em março de 2027, a montadora projeta uma nova retração nos ganhos.
A expectativa da empresa é que o lucro líquido caia 22%, para ¥3 trilhões, enquanto as vendas devem crescer apenas 0,6%, alcançando ¥51 trilhões.
A Toyota também prevê redução de 20,3% no lucro operacional, igualmente estimado em ¥3 trilhões. Já as vendas mundiais de veículos devem recuar 0,9%, para 11,18 milhões de unidades.




