Tóquio, Japão – Os confrontos entre Estados Unidos, Israel e Irã no fim de semana provocaram forte instabilidade nos mercados financeiros internacionais nesta segunda-feira (2). A escalada das tensões no Oriente Médio elevou os preços do petróleo e derrubou as bolsas, refletindo o temor de interrupções no fornecimento de energia, informou a emissora NHK.
No mercado internacional, o preço do petróleo subiu de forma acentuada. No New York Mercantile Exchange, referência global para o setor, os contratos futuros do petróleo WTI chegaram a ultrapassar temporariamente a marca de 75 dólares por barril na manhã do dia 2 no horário do Japão. O valor representa uma alta de mais de 12% em relação ao fechamento da semana anterior e o nível mais elevado desde junho do ano passado.
O aumento foi impulsionado pela preocupação dos investidores com possíveis interrupções no fornecimento de petróleo e gás natural, especialmente após relatos de que o Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte de energia no Golfo Pérsico, estaria “praticamente fechado”. Analistas afirmam que, caso a interrupção do tráfego marítimo se prolongue, os preços do petróleo poderão subir ainda mais.
A alta também foi registrada no mercado japonês. No Tokyo Commodity Exchange, os contratos futuros de petróleo do Oriente Médio com vencimento em julho chegaram a 72.430 ienes por quilolitro logo após a abertura do pregão, um aumento de mais de 9% em relação ao fechamento anterior. O valor é o mais alto em cerca de um ano, com preços voltando ao patamar dos 70 mil ienes pela primeira vez desde meados de fevereiro do ano passado.
O impacto do aumento do petróleo também foi sentido na bolsa japonesa. No Tokyo Stock Exchange, o clima de aversão ao risco dominou as negociações desde o início do dia. O índice Nikkei chegou a cair mais de 1.500 pontos nesta manhã, com forte pressão de venda motivada pelas preocupações com os efeitos do encarecimento da energia sobre a economia japonesa.
Segundo participantes do mercado, a incerteza sobre a evolução da crise no Irã tem levado investidores a buscar ativos considerados mais seguros. A duração do conflito e a situação no Estreito de Ormuz são vistas como fatores decisivos para os próximos movimentos dos mercados.





Será que notei um viés progressista nesta reportagem? Ou será que estou enganado? Este amado veículo da comunidade poderia voltar a ser imparcial?
O ouro negro, moeda internacional, principal motivo para os USA invadirem o Irã. Já Israel tem outros motivos. E se engana quem pensa que a Europa não apoia os USA. A ditadura imposta pelos aiatolás, por si só já deveria ser motivo para invasão. Teimosia é o argumento que define o tempo dessa guerra. E o próximo país a ser invadido será a Koreia do Norte.