WASHINGTON – O presidente do Banco do Japão (BOJ), Kazuo Ueda, afirmou nesta quinta-feira (17) que a instituição analisará uma série de dados econômicos, incluindo informações coletadas durante sua estada em Washington, antes de decidir se aumentará as taxas de juros em outubro.
Ueda repetiu que o banco central elevará os juros caso as perspectivas de crescimento e inflação se confirmem. “Gostaria de continuar coletando mais informações e examinando vários dados que antecedem nossa reunião de política monetária de outubro”, disse ele, ao comentar sobre a possibilidade de um aumento nas taxas na reunião de 29 a 30 de outubro.
O presidente do BOJ destacou a resiliência das economias globais e dos EUA, embora tenha alertado que o impacto das tarifas americanas sobre o Japão provavelmente surgirá mais à frente. O Fundo Monetário Internacional (FMI) revisou recentemente para cima sua previsão de crescimento global para 2025, mas alertou que uma nova escalada nas tensões comerciais entre EUA e China pode frear a produção global.
O Banco do Japão encerrou em 2024 um programa de estímulo de mais de uma década e elevou os juros para 0,5% em janeiro, prevendo que o país alcançaria de forma duradoura sua meta de inflação de 2%. Com a inflação acima da meta por mais de três anos, o banco sinalizou estar pronto para novos aumentos caso a economia continue se fortalecendo, informou o The Japan News.
Dois dos nove membros do conselho do BOJ propuseram, sem sucesso, aumentar os juros em setembro, elevando as apostas do mercado para outubro. No entanto, as expectativas se reduziram após a vitória de Sanae Takaichi na liderança do partido governista, abrindo caminho para que ela se tornasse a primeira mulher primeira-ministra do Japão.
A maioria dos analistas projeta que o BOJ elevará os juros para 0,75% até janeiro de 2026, embora haja divergência sobre o momento exato da próxima elevação.




