Tóquio, Japão – O orçamento médio para as férias de verão deste ano no Japão ultrapassou, pela primeira vez, a marca dos 100 mil ienes, atingindo um valor recorde, informou a emissora Fuji TV.
Segundo uma pesquisa realizada pela seguradora Meiji Yasuda Life com 1.120 homens e mulheres entre 20 e 50 anos, o valor médio previsto para os gastos com o período de férias foi de 104.901 ienes, um aumento de 21.937 ienes em relação ao ano passado, quando a média era de 82.964 ienes.
Essa é a quarta alta consecutiva no orçamento médio, sendo também a primeira vez que ultrapassa a casa dos 100 mil ienes.
Entre os entrevistados que pretendem gastar mais este ano, o principal motivo citado foi o aumento na renda por conta dos reajustes salariais (27,5%). Esse percentual mais que dobrou em relação ao ano passado.
Por outro lado, entre os que vão gastar menos neste verão, 62% afirmaram que a alta dos preços e a pressão no orçamento familiar os obrigaram a reduzir as despesas.
O número de pessoas que pretende sair de casa durante as férias chegou a 64,7%, um aumento de 6,2 pontos percentuais em relação ao ano passado (58,5%). Já os que afirmaram que não vão sair caiu para 35,3%, contra 41,5% no ano anterior. Com o orçamento atingindo níveis recordes, este deve ser o verão com maior número de deslocamentos desde 2022.
Entre os que disseram que pretendem sair, a forma mais comum de aproveitar as férias continua sendo a viagem dentro do Japão, com 56,6%, praticamente o mesmo índice do ano passado (56,9%).
Por outro lado, o número de pessoas que optará por viagens internacionais cresceu significativamente: 13,5%, quase o dobro do registrado em 2023 (7,3%).
A economista Satsuki Kimura, do Instituto de Pesquisa Meiji Yasuda, disse que, neste verão, o número de pessoas viajando ao exterior deve aumentar significativamente.
“Já estamos no quarto verão seguido sob o impacto da histórica desvalorização do iene, iniciada em 2022. Muitas pessoas que vinham adiando viagens internacionais, esperando o câmbio melhorar, agora estão aceitando os custos mais altos. Com a inflação persistente em escala global, há quem pense: ‘Melhor ir agora, antes que fique ainda mais caro’. Nesse contexto, também tem crescido o número de viajantes que adotam estratégias de economia, como levar comida de casa e evitar refeições fora, optando por uma viagem internacional econômica”, disse.





