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Tóquio, Japão – A consultoria Teikoku Databank anunciou nesta segunda-feira (30) que 2.105 itens alimentícios terão reajuste de preço no Japão ao longo de julho, número mais de cinco vezes superior ao registrado no mesmo mês do ano passado (418 itens).
A elevação reflete o aumento dos custos com matérias-primas, além de gastos maiores com mão de obra, transporte e energia, que estão sendo repassados aos consumidores, segunfo o jornal Nihon Keizai.
O total de alimentos que sofreram aumentos de preço em 2025 foi de 18.697 itens até agora, e a expectativa é de que esse número ultrapasse a marca de 20 mil ainda em julho — algo que não acontece desde 2023.
A pesquisa foi realizada com 195 das principais fabricantes de alimentos do país. Entre os produtos mais afetados estão os condimentos — como curry em tablete, temperos e caldos prontos —, que representam 1.445 dos itens reajustados.
Já os doces somam 196 itens, com destaque para chocolates e gomas de mascar, que também sofreram redução no conteúdo em alguns casos. Os alimentos processados, como arroz pronto e molhos para macarrão, somam 117 produtos com aumento.
A principal causa apontada pelas empresas foi o aumento no custo das matérias-primas, mencionado por 97,2% dos entrevistados. Os custos com mão de obra também foram destacados, atingindo 53,9%, o maior percentual desde que esse fator começou a ser monitorado, em 2023.
A Teikoku Databank alerta ainda que, se a situação no Oriente Médio levar a uma nova alta do petróleo, isso poderá impulsionar aumentos expressivos no preço do óleo de cozinha, trigo e outros produtos, gerando uma nova onda de reajustes em larga escala.
Segundo a consultoria, o número total de reajustes em 2025 pode se igualar ao pico registrado em 2022, ano em que os aumentos se intensificaram fortemente no setor de alimentos e bebidas.




