Primeiro-ministro do Japão, Shigeru Ishiba. Foto: Reprodução/FNN
Tóquio, Japão – O primeiro-ministro do Japão, Shigeru Ishiba, criticou duramente a proposta da oposição de reduzir o imposto sobre consumo (shouhizei), durante um encontro com parlamentares do Partido Liberal Democrata (PLD) em Numazu (Shizuoka), no sábado (28), informou a emissora Fuji TV.
Faltando menos de um mês para as eleições da Câmara Alta do Parlamento, Ishiba argumentou que a redução do imposto beneficiaria de forma desproporcional os mais ricos, questionando a justiça e a viabilidade da proposta.
“O imposto sobre consumo é uma fonte essencial para financiar áreas como saúde, aposentadoria e assistência social. É um recurso vital para a sociedade. Reduzir esse imposto exige tempo e mudanças legais e sistêmicas, e precisamos perguntar: como vamos manter o financiamento da seguridade social?”, questionou o premiê.
Ele também alertou que a redução da alíquota de produtos como alimentos acabaria favorecendo principalmente os mais ricos. “Quando baixamos o imposto sobre alimentos, quem consome mais — ou seja, os que têm mais dinheiro — acaba sendo mais beneficiado. Será que isso é realmente justo?”
Defesa do auxílio em dinheiro
Em contraponto à proposta da oposição, Ishiba defendeu a medida do governo que prevê pagamentos diretos à população: 20 mil ienes por pessoa, com um valor maior — 40 mil ienes — para crianças e pessoas de baixa renda.
“É claro que existem diversas opiniões sobre esse tipo de auxílio. Mas o fato é que os salários ainda não superaram a alta dos preços. Precisamos garantir que os salários aumentem acima da inflação, e, enquanto isso não acontece, o auxílio pode compensar o aumento no custo dos alimentos e ajudar quem mais precisa”, disse.
Encerrando seu discurso, Ishiba fez um apelo à responsabilidade dos políticos: “Eles não devem simplesmente dizer o que agrada no momento, só para se dar bem nas eleições. Precisamos de medidas que realmente funcionem para a população.”




