Tóquio, Japão – A Nissan Motor, que registrou um prejuízo bilionário no último ano fiscal, anunciou na terça-feira (13) o fechamento de sete fábricas globalmente, incluindo unidades no Japão, como parte de sua estratégia para reverter a crise financeira dentro da empresa, informou a emissora NHK.
A Nissan também vai cortar aproximadamente 20 mil funcionários, cerca de 15% de sua força de trabalho global, até o ano fiscal de 2027. A empresa não citou números específicos para o Japão.
O balanço divulgado pela Nissan na terça-feira revelou um prejuízo líquido de 670,8 bilhões de ienes, resultado da queda nas vendas nos principais mercados e da revisão do valor de ativos em suas fábricas.
A montadora informou que das 17 unidades de produção, sete serão fechadas, incluindo fábricas na Argentina e na Índia, já anteriormente citadas.
A Nissan também estabeleceu a meta de reduzir custos em 500 bilhões de ienes até o próximo ano fiscal.
“Os resultados financeiros pioraram muito mais do que o esperado, levando-nos a concluir que as medidas tomadas até agora foram insuficientes. A prioridade agora é recuperar a estabilidade da empresa e garantir um futuro sustentável”, disse o presidente da Nissan, Ivan Espinosa, em entrevista à imprensa na noite de terça-feira.
A empresa busca implementar um plano de reestruturação mais agressivo, focando na eficiência produtiva e na contenção de despesas. O grande desafio será transformar essas medidas em resultados concretos de recuperação financeira.
Das 17 fábricas da Nissan, cinco ficam no Japão: as unidades de Tochigi (localizada na cidade de Kamimikawa, em Tochigi), Oppama (em Yokosuka, Kanagawa), Nissan Shatai Shonan (em Hiratsuka, Kanagawa) e Nissan Motor Kyushu e Nissan Shatai Kyushu, ambas em Kanda, na província de Fukuoka.
Foto: Reprodução/FNN
Presidente da Nissan, Ivan Espinosa, e o diretor financeiro da empresa, Jeremie Papin, durante coletiva de impensa




