Tóquio, Japão – A desvalorização do iene acelerou ainda mais no mercado de Nova York, após o resultado da reunião de política monetária do Banco do Japão (BoJ), com a taxa de câmbio chegando a 158 ienes por dólar, informou a emissora NHK neste sábado (27).
Essa marca representa o nível mais baixo do iene em relação ao dólar desde maio de 1990, há aproximadamente 34 anos.
Na sexta-feira (26), o mercado reagiu à decisão do BoJ de manter sua política atual e às declarações do presidente da instituição, Kazuo Ueda, que não indicaram medidas imediatas contra a desvalorização do iene. Assim, cresceu a percepção de que qualquer aumento adicional nas taxas de juros japonesas levaria tempo.

Além disso, a divulgação de que o índice de preços de gastos pessoais de consumo (PCE) dos Estados Unidos superou as expectativas do mercado reforçou a visão de que a inflação americana continua robusta e que cortes nas taxas de juros pelo Federal Reserve (Fed) poderiam ser adiados.
Esses fatores contribuíram para uma maior venda de ienes e compra de dólares, impulsionando ainda mais a desvalorização da moeda japonesa para 158,44 por dólar. O iene já estava em 156 ienes por dólar ao entrar no mercado de Nova York.
Participantes do mercado estão agora mais focados do que nunca na possibilidade de intervenção do governo japonês ou do BoJ para estabilizar o iene.
COTAÇÃO DO DÓLAR NO BRASIL
Num dia de alívio no mercado financeiro, o dólar aproximou-se de R$ 5,10 e caiu para o menor valor em 15 dias.
O dólar comercial encerrou a sexta-feira vendido a R$ 5,116, com queda de R$ 0,046 (-0,89%). A cotação começou o dia estável, mas passou a despencar logo após a abertura dos mercados nos Estados Unidos. Na mínima do dia, por volta das 15h20, a cotação aproximou-se de R$ 5,10.
A moeda norte-americana caiu para o menor nível desde o último dia 11, quando tinha fechado em R$ 5,09. Apesar da queda de hoje, a divisa acumula alta de 2,01% em abril e de 5,42% em 2024.

Tanto fatores domésticos como externos contribuíram para o dia tranquilo no mercado financeiro. Nos Estados Unidos, a desaceleração do Produto Interno Bruto (PIB) no primeiro trimestre e a divulgação da inflação ao consumidor em março aumentaram as chances de que o Federal Reserve comece a cortar os juros em setembro.
Nos últimos dias, tinham aumentado as chances de o Fed só começar a reduzir as taxas da maior economia do planeta em 2025. Nesta sexta, foi divulgado que a inflação em março nos Estados Unidos ficou em 0,3%, dentro das expectativas.
Foto: Reprodução/JNN



