Atualizado em: 03/04/2024 14:39
Tóquio, Japão – Duas semanas após o forte terremoto que abalou a península de Noto, em Ishikawa, algumas empresas estão reabrindo suas portas, mas não há perspectivas de acontecer o mesmo em algumas áreas devido aos danos causados pelo abalo sísmico, publicou o Yomiuri.
Os fabricantes estão se valendo dos seus estoques e procurando restaurar suas cadeias de abastecimento para evitar impactos maiores na produção.
A empresa de componentes eletrônicos Murata Manufacturing Co., Ltd., ainda não tem planos de reabrir três de suas 13 fábricas em três províncias de Hokuriku, incluindo a de Ishikawa.
Caso a suspensão continue por mais tempo, a empresa considerará a produção alternativa em outra unidade.
Da mesma forma a fábrica de isoladores usados em transmissão de energia e equipamentos de subestações, NGK Insulators, informou que não tem perspectiva de reiniciar a unidade da empresa do grupo na cidade de Shika, província de Ishikawa, e está considerando a produção alternativa em outra filial.
A fábrica de semicondutores de potência da Toshiba, em Nomi, retomou parcialmente a produção no dia 9, paralelamente aos trabalhos de substituição e reparo de peças e tubulações de equipamentos de fabricação.
A Toshiba luta para restaurar a capacidade de produção no mesmo nível anterior ao desastre até o início de fevereiro. No momento a empresa está se valendo de seu estoque de peças.
A fabricante de materiais de construção Sankyo Tateyama enfrenta um afundamento do solo em sua fundição na cidade de Imizu, província de Toyama, e a retomada da produção deverá ocorrer até o dia 24.
A farmacêutica Santen informou que mantém a suspensão das operações na sua principal fábrica de Noto, província de Ishikawa. A empresa acrescentou que tem estoque suficiente para vários meses e que não haverá problemas de abastecimento, mas a fábrica e alguns equipamentos foram danificados. Por isso a data da reabertura não foi decidida.
Outra empresa, fabricante de equipamentos elétricos, Sanken Electric, não reiniciou as três fábricas de semicondutores de potência na província de Ishikawa.
Com a falta de energia e de água, os testes da sala limpa, essenciais para a produção, não avançaram.
A Japan Display (JDI), empresa de painéis LCD, também adiou o reinício de sua produção, que estava previsto para o dia 9, devido à incapacidade de garantir combustível para as suas salas limpas. A empresa pretende retomar a produção ainda neste mês.
A Meiji, que controla 70% do mercado doméstico de leite para consumo infantil, decidiu aumentar a produção diante da alta procura do produto após o terremoto. A Ezaki Glico antecipou o cronograma de produção nas fábricas parceiras para garantir um fornecimento estável. Ambas as empresas afirmam que os pedidos mais que dobraram em relação aos anos anteriores.
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