Atualizado em: 03/04/2024 15:51
Tóquio, Japão – No que depender dos líderes dos principais grupos empresariais do Japão, os trabalhadores terão aumentos salariais maiores neste ano do que os concedidos em 2023. A promessa foi feita depois que o primeiro-ministro Fumio Kishida fez um pedido nesse sentido, para que as famílias consigam dar conta dos aumentos dos preços dos alimentos, publicou a Kyodo News.
“Abordaremos a questão dos aumentos salariais com mais paixão e determinação do que no ano passado”, assegurou Masakazu Tokura, presidente da Federação Empresarial do Japão, conhecida como Keidanren, no encontro com Kishida realizado na sexta-feira (5), acrescentando: “O Japão enfrenta agora uma oportunidade única de sair completamente da deflação.”
Nas negociações salariais feitas em 2023, as empresas concederam uma média de 3,99% de aumento salarial aos seus empregados. Foi o maior aumento registrado em 31 anos.
Tokura disse no encontro que espera ver melhores resultados nas negociações salariais da primavera deste ano.
Participaram do encontro ainda Takeshi Niinami, presidente da Associação Japonesa de Executivos Cooperados, e Ken Kobayashi, presidente da Câmara de Comércio e Indústria do Japão, além de altos executivos das principais empresas do país.
A este público seleto, Fumio Kishida disse: “Tomarei todas as medidas possíveis para garantir que a atual tendência positiva continue. Este será um ano muito importante. Peço a sua cooperação para realizar aumentos salariais poderosos.”
Para Takeshi Niinami, as grandes empresas precisam aumentar os salários dos trabalhadores em mais de 5%, para garantir que o efeito positivo chegue às empresas mais pequenas.
Ele comentou: “Precisamos fazer do aumento dos salários uma norma social. Este ano será o teste decisivo para ver se os salários continuam a subir”.
A chefe da Confederação Sindical Japonesa, conhecida como Rengo, Tomoko Yoshino, lembrou que a política do sindicato que comanda visa um aumento salarial superior a 5% neste ano e prometeu lutar por aumentos salariais maiores do que no ano passado.
Os ajustes salariais são esperados também pelo Banco do Japão, que acompanha de perto das negociações tradicionalmente realizadas na primavera, para determinar se deve pôr fim à sua política de taxas de juro negativas.
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