Atualizado em: 03/04/2024 15:52
Tóquio, Japão – Na região de Noto, que consiste de 13 cidades e vilas nas províncias de Ishikawa e Toyama, abriga 4.075 empresas, segundo dados de novembro de 2023 da empresa de pesquisa de crédito Teikoku Databank, publicou o Yomiuri.
A região de Noto foi o epicentro do terremoto de magnitude 7,6 e intensidade 7 no primeiro dia deste ano, que resultou na morte de 110 pessoas e que deixou desaparecidos, desabrigados e outros grandes desafios para as pessoas e os governos locais.
Um reflexo imediato do terremoto é o comunicado da Toyota Motor Corp. emitido na sexta-feira (5), apontando que não será capaz de iniciar a produção de veículos conforme o planejado para este ano, já que alguns de seus fornecedores sofreram danos no terremoto.
A montadora planejava iniciar a produção na segunda-feira (1), mas o plano foi frustrado após o terremoto no centro do Japão, segundo o presidente Koji Sato, acrescentando que decidirá como lidar com a situação até domingo (7).
“Esperamos tomar uma decisão… avaliando a situação do estoque”, disse Sato, acrescentando que 10 concessionárias na província de Ishikawa, atingida pelo terremoto, também não podem operar.
Perfil industrial
As empresas, principalmente a de indústria transformação e de turismo, faturaram ¥1,3 trilhão em vendas.
A pesquisa abrangeu cinco cidades e sete vilas, incluindo Wajima, na província de Ishikawa, e Himi, na província de Toyama. Entre os municípios, Nanao, província de Ishikawa, teve o maior número de sedes de empresas, com 705.
As empresas do setor de manufatura foram responsáveis por um terço das vendas totais, com ¥434,6 bilhões, seguidas pela indústria de serviços, com ¥202,2 bilhões, e a indústria da construção, com ¥178,5 bilhões.
Na área de Noto também estão indústrias têxteis, metalúrgicas, de ferramentas e de eletrônicos, entre outras.
A preocupação agora é com relação aos efeitos do terremoto na produção e nos atrasos na entrega de peças às demais indústrias do país.
Um setor que precisará de muito investimento será o de turismo, como as fontes termais de Wakura e um próspero mercado de artesanato tradicional, onde são vendidos artigos de laca Wajima-nuri.
Um representante da Teikoko Databank comentou que com base nos reflexos de grandes terremotos anteriores, como os de Tohoku e Kumamoto, a tendência é de haver um declínio temporário e significativo na demanda das áreas afetadas, podendo essa mesma tendência se repetir nas províncias de Ishikawa e Toyama.
Foto: Macsael Oda/Cedidas