Pequim – Uma nova cepa de coronavírus ligada a um surto de pneumonia parece estar se espalhando na China, com casos relatados de infecção agora chegando a quase 200, noticiou a NHK.
As autoridades de saúde da cidade de Wuhan relataram nesta segunda-feira (20) que 136 novos pacientes foram confirmados no fim de semana, elevando o total para 198.
O novo vírus, descoberto em Wuhan, pertence à mesma família de coronavírus que inclui a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS, sigla em inglês), que matou quase 800 pessoas globalmente durante um surto entre 2002 e 2003 e que também começou na China.
Embora os especialistas digam que o novo vírus não parece ser tão letal quanto o SARS, há poucas informações sobre sua origem e o quão fácil pode ser espalhado.
Autoridades chinesas também dizem que mais um paciente morreu, elevando o número de mortos para três. Nove pessoas estavam em estado crítico e outras 35 em estado grave.
Elas disseram na segunda-feira que duas pessoas em Pequim e uma na cidade de Shenzhen, na província de Guangdong, no sul, foram confirmadas com o vírus.
Estes foram os primeiros casos fora de Wuhan anunciados pelas autoridades chinesas.
Separadamente, várias suspeitas de infecção também foram relatadas na província oriental de Zhejiang.
A Comissão Nacional de Saúde da China diz que a transmissão do vírus ainda é evitável e controlável.
Mas as autoridades dizem que ainda precisam entender completamente a rota da infecção. Eles dizem que acompanharão atentamente para ver se o vírus sofre mutação.
A comissão planeja acelerar o monitoramento do número de chineses que planejam viajar durante o período do feriado do Ano Novo Lunar, que começa na sexta-feira (24).
A expectativa é que 1,4 bilhão de chineses viaje para outros países. Destinos como Japão e Tailândia, que confirmaram casos do vírus, demonstram preocupação.
Autoridades de saúde da Coréia do Sul afirmam ter confirmado o primeiro caso no país de uma nova cepa de coronavírus ligada a um surto de pneumonia na China.
Autoridades mundiais, incluindo nos EUA, Tailândia e Coreia do Sul, reforçaram o monitoramento de turistas de Wuhan como parte de suas tentativas de evitar que a doença se espalhe.
A Organização Mundial de Saúde (OMS) também alertou que um surto mais amplo é possível, embora tenha sido contra qualquer restrição de viagem à China.
Sabe-se agora que quase 50 pessoas foram infectadas globalmente, mas todas elas vivem em Wuhan ou viajaram para a cidade.
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