Tóquio, Japão – O Japão já definiu as diretrizes para lidar com novas infecções por coronavírus a partir de 8 de maio, mas apenas 40% dos governadores das províncias estão confiantes em atender ao pedido do governo central para expandir o número de instituições médicas dispostas e aptas a tratar pacientes com COVID-19, noticiou o Asahi.
O jornal fez um levantamento com os governadores das 47 províncias entre março e abril sobre o plano do governo, e apenas 26 disseram que seriam capazes de cumprir as metas de atendimento ambulatorial e hospitalar.
Dezoito governadores disseram que não tinham certeza sobre o atendimento ambulatorial, enquanto 19 deram a mesma resposta sobre o atendimento hospitalar.
A governadora Yuriko Koike, de Tóquio, e Naomichi Suzuki, de Hokkaido, não responderam. Katsusada Hirose respondeu em nome de Oita, mas seu mandato terminou em 27 de abril.
A partir de maio, com o status da COVID-19 caindo para o mesmo nível da gripe sazonal, o governo central quer que o número de instituições médicas em todo o Japão que prestam atendimento ambulatorial aumentem dos atuais 42.000 para 64.000. Recomenda ainda aumentar o número de prestadores de cuidados hospitalares de 5.000 para 8.200.
O governo central espera contar com essa estrutura médica pronta no próximo inverno, quando a próxima onda de casos de COVID-19 deve aumentar.
Os governadores que não estão confiantes sobre o cumprimento das metas alegaram a necessidade de mais tempo para convencer as instituições médicas a tratar pacientes com COVID-19.
O corte de subsídios do governo central para tratar infectados por coronavírus é outro motivo apontado, principalmente com a preocupação de que a COVID-19 seja muito mais infecciosa do que a gripe sazonal.
Os governos que apresentaram plano de aumentar as instituições médicas para atender pacientes com COVID-19, segundo o Ministério da Saúde, chega a 70% da meta do governo central.
Cerca de 7.400 instituições médicas devem fornecer atendimento hospitalar. O número representa 90 por cento de todos os hospitais no Japão.
O problema é que mesmo as instituições médicas que trataram pacientes com COVID-19 no passado disseram que não seria fácil convencer aqueles que nunca trataram esses pacientes a fazê-lo.
Tetsuya Matsumoto, professor de doenças infecciosas da Universidade Internacional de Saúde e Bem-Estar em Narita, na província de Chiba, sugeriu permitir gradualmente que essas instituições médicas se preparem com mais tempo para tratar pacientes com COVID-19.
“O governo central também deve fornecer medidas específicas de apoio, como permitir um maior uso de subsídios e criar locais para permitir que médicos experientes ensinem outros”, disse Matsumoto.
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