Soja, 13/nov – A província de Okayama está com falta de orientadores que possam dar aulas de reforço de japonês aos alunos estrangeiros, de acordo com matéria publicada na edição local do jornal Yomiuri. Segundo levantamento do Ministério da Educação, Cultura, Esportes, Ciência e Tecnologia, em 1º de setembro, mais de 100 crianças estrangeiras de 44 escolas da província não dominam o idioma de forma suficiente para acompanhar as aulas.
Apesar da crise econômica, o número de estrangeiros que fixam residência por causa de trabalho ou por terem se casado com japoneses tem aumentado em Okayama. São 23.145 morando na província, de acordo com os dados mais recentes do final do ano passado, tendo um aumento de 4.263 em cinco anos. Como consequência, cresce também a quantidade de alunos que passam por dificuldades na sala de aula.
Cada escola tem utilizado educadores destinados pelo governo e orientadores voluntários ou do setor privado, mas a diversidade de idiomas dos alunos, como português, chinês e filipino, dificulta a localização de pessoas bilingues. Somente na cidade de Okayama, capital da província, calcula-se que haja de 20 a 30 estrangeiros precisando de aulas de reforço. Um número parecido é registrado em Soja.
Desde dezembro do ano passado, o Ministério da Educação implantou em Soja uma classe especial para crianças brasileiras que estão fora da escolas por não saberem o idioma japonês. A intenção é de fazer com que elas se matriculem nas respectivas séries, de acordo com a idade, no ano que vem. Na cidade, moram 978 estrangeiros e os brasileiros representam 40% desse total.




