Tóquio, Japão – A Polícia Metropolitana de Tóquio e a Polícia da Província de Chiba prenderam quatro homens suspeitos de invadir uma relojoaria no distrito de Taito, em Tóquio, e furtar relógios e outros itens avaliados em aproximadamente ¥2,22 milhões, informou o jornal Sankei na quinta-feira (18).
Entre os detidos estão Hayato Yamaguchi, de 25 anos, residente na cidade de Tokai, em Aichi, e Rai Tanaka, de 26 anos, sem ocupação definida, morador da cidade de Tokoname, na mesma província. A polícia não divulgou se os suspeitos admitiram ou negaram as acusações.
Além deles, também foram presos um jovem de 19 anos, residente em Nagoia, e o brasileiro Akio Abdullah Yusef Miya Kusaba, autônomo que mora na cidade de Toyonaka, em Osaka.
Crime aconteceu durante a madrugada
Segundo a investigação, os quatro agiram em conjunto na madrugada de 4 de outubro do ano passado. Na ocasião, eles quebraram a porta da relojoaria com um pé de cabra e entraram no estabelecimento, que estava fechado e sem funcionários.
Em seguida, o grupo furtou quatro relógios de pulso, além de suportes de exposição e outros objetos. Ao todo, a polícia contabilizou 11 itens levados da loja.
Polícia apura possível ligação com grupo criminoso
De acordo com a Divisão de Investigações Criminais da Polícia Metropolitana de Tóquio, Kusaba teria atuado como motorista do veículo utilizado na ação, enquanto os outros três suspeitos seriam os executores do furto.
Além disso, investigadores encontraram nos celulares dos suspeitos mensagens com conteúdo semelhante a um convite para participar de um “trabalho ilegal”. Por isso, a polícia considera a possibilidade de envolvimento de um grupo criminoso de recrutamento anônimo e atuação flexível, conhecido no Japão como Tokuryu.
Investigação busca identificar outros crimes
A polícia também suspeita que o grupo tenha participado de um crime semelhante ocorrido alguns dias antes em uma loja de compra e venda de produtos usados na cidade de Matsudo, província de Chiba.
Nesse caso, o prejuízo chegou a cerca de ¥3 milhões. Portanto, as autoridades continuam investigando o caso para esclarecer a possível participação dos suspeitos em outros furtos.




