Hamamatsu, Japão – O caso de um idoso japonês de 75 anos assassinado em Hamamatsu (Shizuoka) ganhou novos desdobramentos na terça-feira (2), após a polícia apontar o filho da vítima e a esposa dele como autores do crime, informou o Shizuoka Shimbun.
Além disso, de acordo com as autoridades, um brasileiro de 42 anos e um adolescente japonês de 17 teriam ajudado a esconder o corpo no meio do mato. Todos eles estão presos desde o mês passado, depois que o crime foi descoberto.
O que aconteceu?
O filho Shohei Goto, de 27 anos, residente em Hamamatsu, e a esposa filipina Emari Bismanos Goto, 29 anos, de Ichinomiya (Aichi), são suspeitos de terem matado o idoso entre a tarde e a noite de 31 de julho, na casa da vítima.
A polícia não divulgou se o casal admitiu ou negou o crime. A causa da morte ainda não foi esclarecida e investigadores seguem apurando como o homicídio foi cometido e o que motivou o caso.
Corpo foi escondido com ajuda de brasileiro
De acordo com fontes da investigação, o filho e a nora teriam pedido ajuda a outros pessoas na remoção e no descarte do corpo.
Segundo a denúncia apresentada pela Promotoria de Hamamatsu, um vendedor ambulante brasileiro, identificado como Maicon Alberto Mitsuyuki Chiba e residente em Saitama, foi indiciado por ocultação de cadáver.
Um adolescente japonês de 17 anos, trabalhador da área de demolição, também de Saitama, foi encaminhado ao Tribunal de Família pelo mesmo crime.
A acusação aponta que, na madrugada de 12 de agosto, o grupo envolveu o corpo em um lençol, colocou-o em um carro e o transportou até uma área de mata no distrito de Hamana, em Hamamatsu, onde foi jogado encosta abaixo.
Idoso havia denunciado movimentações suspeitas na conta bancária
A vítima havia procurado a Delegacia de Hamamatsu na tarde de 31 de julho, relatando saques suspeitos em sua conta bancária. A polícia teria sido informado que havia grande possibilidade de o responsável ser o próprio filho.
O idoso afirmou aos policiais que conversaria com o filho — encontro que teria resultado em sua morte horas depois.
Após o desaparecimento da vítima, policiais tentaram contato por telefone e visitaram a residência, mas só em 16 de agosto um parente comunicou que ele não era visto há dias. O corpo foi localizado em 28 de outubro.
O filho foi preso inicialmente em 3 de setembro, suspeito de sacar cerca de ¥750 mil usando um cartão bancário em nome do pai, obtido de forma ilegal.




