Hamamatsu, Japão – O Tribunal Regional de Hamamatsu (Shizuoka) realizou nesta quarta-feira (14) a primeira audiência do julgamento de um brasileiro de 37 anos, acusado de matar o amante de sua esposa a facadas em um prédio de apartamentos públicos em Hamamatsu, em fevereiro de 2024. O réu admitiu as acusações, segundo a emissora local SBS.
De acordo com a Promotoria Pública, na noite de 26 de fevereiro de 2024, o réu Hiroshi Kakoe esfaqueou duas vezes o brasileiro Eduardo Yoshio Cerqueira Nagahawa, que tinha 43 anos, identificado como amante de sua esposa, utilizando uma faca com lâmina de 16 centímetros.
O ataque ocorreu no corredor do terceiro andar do prédio onde o réu residia, no conjunto habitacional de Enshuhama, resultando na morte da vítima, que morava em Fukuroi (Shizuoka).
Na declaração inicial, a Promotoria descreveu o crime como “impulsivo e precipitado”, motivado por palavras ofensivas que o réu teria ouvido da vítima. Segundo o promotor, a ação foi “persistente e maliciosa”.
Em contrapartida, o advogado de defesa argumentou que o réu “levou a faca apenas para intimidar” e alegou que o ataque foi um ato impulsivo após a vítima supostamente ter agredido o acusado. A defesa também enfatizou que “não houve premeditação”.
O julgamento com júri popular prossegue na próxima segunda-feira (19), quando a Promotoria deve apresentar suas considerações finais e anunciar a pena solicitada ao Tribunal. A sentença será anunciada pelo juiz em 23 de maio.
Segundo o artigo 199 do Código Penal japonês, o homicídio pode resultar em uma pena variável, dependendo das circunstâncias do crime, do número de vítimas e de fatores agravantes. A condenação mínima é de cinco anos de prisão, mas pode chegar a 20, além de punições mais severas como prisão por tempo indeterminado (muki choueki / 無期懲役) ou pena de morte (shikei / 死刑).
Foto: Reprodução/SDT
Policial em um dos prédios do conjunto habitacional Enshuhama, em Hamamatsu




