Tsu, Japão – Dois brasileiros que foram presos e indiciados por furto de cabos de cobre na província de Mie teriam cometido outros 70 crimes similares em uma área mais ampla, apontou uma investigação da polícia, de acordo com uma publicação do jornal Chunichi neste sábado (7).
Além de Mie, os brasileiros teriam cometido furtos em instalações de painéis solares nas províncias de Aichi, Gifu e Shiga, causando prejuízos de aproximadamente 110 milhões de ienes.
No mês passado, a polícia prendeu dois chineses por violar as leis de combate ao crime organizado e de receptação de produtos roubados. Eles teriam comprado 390 quilos de cabos de cobre, avaliados em aproximadamente 456 mil ienes, provenientes de um furto cometido pelos brasileiros em uma instalação de painéis solares em Suzuka (Mie), ocorrido em 16 de maio.
O aumento no preço do cobre, que dobrou nos últimos cinco anos devido à alta demanda, tem incentivado esse tipo de crime.
Instalações de energia solar são alvos frequentes devido à dificuldade de segurança em áreas amplas e isoladas, muitas vezes localizadas em montanhas. Apesar de medidas como câmeras de vigilância e alarmes serem adotadas, os custos dificultam a cobertura completa.
Em todo o Japão, nos últimos seis meses até junho deste ano, 60 pessoas foram presas por furtos relacionados a cabos de cobre, incluindo 28 cambojanos, 21 japoneses, cinco tailandeses e quatro vietnamitas, segundo a emissora NHK.
A Agência Nacional de Polícia realizou discussões com especialistas legais e associações do setor para melhorar as estratégias contra o furto e a comercialização de materiais provenientes desses crimes, já que atualmente não é obrigatório verificar a identidade na compra de cabos cortados. A implementação de novas leis está sendo avaliada.
Empresas estão buscando alternativas para reduzir perdas, como a substituição do cobre por alumínio, mais barato, apesar de menos eficiente na condução de eletricidade. Além disso, empresários estão intensificando a cooperação com a polícia para reforçar a segurança, mas o problema persiste em diversas regiões do Japão.
Foto: Reprodução/NHK




