Atualizado em: 03/04/2024 12:37
Nagoia, Japão – A Promotoria Pública de Nagoia (Aichi) solicitou prisão perpétua para o peruano Edgard Antony Vite La Rosa, 37 anos, acusado de assassinar duas irmãs brasileiras e incendiar o apartamento onde elas moravam, em um conjunto habitacional na cidade de Handa (Aichi), informou o jornal Asahi.
A última sessão do julgamento antes do anúncio da sentença foi realizada na quinta-feira (15) no Tribunal Regional de Nagoia. O juiz vai proferir a sentença em 27 de fevereiro.
A Promotoria classificou o ato como “brutal e perigoso”, levantando a possibilidade da pena de morte, mas optou por não pedir a sentença máxima devido à falta de evidências de que o crime foi meticulosamente planejado.
Por outro lado, o advogado de defesa pediu a absolvição do réu, alegando que ele estava sob o efeito de drogas no momento do crime, o que teria comprometido sua capacidade de discernir entre o certo e o errado.

Segundo a Promotoria, em 30 de dezembro de 2015, o acusado estrangulou as irmãs brasileiras Kimberly Akemi Amarilha Maruyama e Michelle Maruyama, que na época tinham 27 e 29 anos, respectivamente, e em seguida ateou fogo no apartamento utilizando gasolina.
La Rosa era ex-namorado de Akemi. Ele queria reatar o relacionamento, mas a irmã Michelle se posicionou contra e as duas brasileiras acabaram sendo assassinadas, de acordo com a Promotoria.
Pessoas que moravam nas proximidades disseram à polícia que o peruano costumava ir ao apartamento da ex-namorada, e ele foi visto perto do prédio do conjunto habitacional no dia do incêndio.
PRISÃO POR TEMPO INDETERMINADO
A pena de prisão perpétua (muki choueki/無期懲役) no Japão difere dos sistemas legais de alguns países e pode ser traduzida como “prisão por tempo indeterminado”.
A prisão perpétua no Japão implica que o condenado pode ser mantido no presídio pelo resto de sua vida. No entanto, ele pode ser elegível para liberdade condicional após cumprir um determinado período mínimo de sua pena, mas essa decisão depende de uma avaliação de vários fatores, incluindo o comportamento do detento e a natureza do crime.
Fotos: Reprodução/ANN




