São Paulo – O Dia dos Pais, celebrado no Brasil neste domingo (10), é um momento especial para homenagear e agradecer figuras paternas. Embora a data costume movimentar menos o comércio e receber menos destaque que o Dia das Mães, ela mantém sua relevância afetiva e cultural no calendário brasileiro.
Segundo a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), o Dia dos Pais representa cerca de metade do impacto econômico do Dia das Mães. Enquanto a data materna movimentou R$ 14,4 bilhões este ano, o Dia dos Pais deve gerar R$ 7,8 bilhões.
A celebração figura como a quarta principal data comemorativa do país, ficando atrás do Natal, do Dia das Mães e do Dia das Crianças.
No Paraná, 47,9% dos consumidores pretendem comprar presentes para o Dia dos Pais, segundo levantamento da Fecomércio PR em parceria com o Sebrae/PR. No Dia das Mães deste ano, a intenção de compra havia sido de 66,6%, uma diferença de 18,7 pontos percentuais.
Em Belo Horizonte, a Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL/BH) projeta que o valor médio para presentes de Dia dos Pais seja de R$ 175,37, enquanto, para o Dia das Mães, foi de R$ 186,63. O volume de vendas esperado também é menor: R$ 1,71 bilhão contra R$ 2,19 bilhões movimentados em maio.
De acordo com dados da Globo Gente, a diferença no engajamento e nas buscas online mostra que as comemorações maternas continuam sendo mais amplamente lembradas e celebradas.
Especialistas apontam que fatores culturais e de marketing influenciam esse cenário. O Dia das Mães, por exemplo, costuma ter maior apelo emocional nas campanhas publicitárias e mais tempo de preparação nas lojas.
Segundo a emissora alemã Deutsche Welle, essa diferença também reflete questões sociais, ligadas à forma como os papéis dos pais são percebidos no Brasil, evidenciando que a maternidade ainda recebe maior valorização simbólica que a paternidade.
Apesar de movimentar menos a economia, o Dia dos Pais mantém seu valor simbólico e emocional. A data é uma oportunidade para fortalecer laços familiares, reconhecer a presença paterna — seja ela de pais biológicos, adotivos ou figuras de referência — e celebrar histórias que inspiram cuidado e afeto.
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