Tóquio – Em visita ao Japão para uma série de apresentações artísticas, o rapper Victro Massaki, de 29 anos, tem chamado a atenção pelo talento em rimas improvisadas e pela conquista de novos fãs pelo país. Natural de Guarulhos, na Grande São Paulo, o artista iniciou sua trajetória ainda criança, aos 8 anos, quando escreveu seus primeiros versos. Na juventude, começou a participar de rodas de freestyle e a se apresentar entre amigos.
“Minha mãe morou no Japão, em Nagoya e eu sonhava em vir pra cá. Quando ela ficou doente e votlou para o Brasil, esse sonho meio que tinha morrido. Há dois anos atras eu ainda corria dos guardinhas do metrô em São Paulo e hoje em dia, meu freestyle está sendo escutado do outro lado do meundo, muita gratidão em meu coração”, disse.
Dos vagões paulistanos para o mundo
Massaki começou sua carreira profissional apresentando-se nos vagões de trens da capital paulista, onde realizava performances de voz e violão. Com o incentivo de colegas e a inspiração em nomes como Nômade e Salvador da Rima, o artista percebeu que o trabalho com a música poderia se tornar uma fonte de renda importante para sua família.
Recentemente, com o patrocínio da Taiyo Corporation, o cantor participou de um grande evento voltado à comunidade brasileira no Japão. A facilidade com que lida com o público foi um dos pontos altos de sua passagem pelo país.
Respeito às regras locais
O rapper tem mostrado que é possível realizar seu trabalho respeitando as particularidades culturais. Em uma publicação recente nas redes sociais, Massaki compartilhou um vídeo gravado dentro de um trem em Tóquio. No registro, ele canta de forma comedida, sem utilizar caixas de som, adequando-se ao costume local de manter o silêncio nos meios de transporte.
A postura de Massaki foi elogiada por internautas, especialmente em um momento em que atitudes de influenciadores e turistas que ignoram normas de etiqueta no Japão costumam gerar críticas nas redes sociais.
“Todo mundo achou que eu ia ligar a caixa de som, mas sou descendente e estudei um pouco dos costumes. Não sou doido; quero voltar muitas vezes aqui”, explicou Massaki.




