Nas baladas, Claudio Makiyama, 30, sempre gostou de observar o DJ atrás das pick ups, com as músicas nas “mãos” e agitar o público. “Gostava de ver como eles ‘viravam’ as músicas”, lembra. Há oito anos ele leva a animação à Festa Brasileira, realizada a cada dois meses no iD Café Nagoya.
Claudinho, como é mais conhecido na noite, começou a “discotecar” aos 19 anos. Em 2002, começou a levar a vida de DJ a sério e tornou-se o residente da Bottom Disco Club, em Nagoia (Aichi), onde permaneceu até 2007. Nas baladas, tocou muito trance, dance nacional e também funk, seu estilo preferido. “É o ritmo que mais curto de tocar, dá para enfeitar bastante na mixagem”, conta.
Nos sets, há estilos variados, que vão desde o electro até ao sertanejo. “O público está mudando. É preciso estar atento ao que rola no mundo todo. Tenho de agradar a todos os gostos”, diz ele, que veio ao Japão com apenas 12 anos e nunca mais voltou ao Brasil.
Fora das pistas, aos 30 anos, Claudinho é gerente numa empresa de recursos humanos. Nas horas vagas, tem o wakeboard como hobby. Luta caratê, no estilo Shin Kyokushin, e chegou a ser campeão regional.
Paralelamente, ele ainda encontra tempo para ensinar a arte da mixagem aos alunos do Nagoya DJ School, em Komaki (Aichi). “Ser DJ é uma troca de energias. Todos nós trabalhamos bastante, quero levar essa alegria e energia a eles, para que todos possam sair felizes da balada.”