ယူကရိန်း – No aniversário do terceiro ano da invasão da Ucrânia por tropas russas, marcado nesta segunda-feira (24), o país e seus aliados não sabem se poderão contar com seu maior aliado, os Estados Unidos, enquanto suas tropas lutam exaustas para manter sua posição contra avanços inimigos implacáveis, noticiou a Reuters.
Na semana passada, o presidente norte-americano Donald Trump chamou o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskiy de “ditador” impopular, que precisava fechar um acordo de paz rápido ou perder seu país, enquanto o líder ucraniano disse que o presidente dos EUA estava vivendo em uma “bolha de desinformação”.
As autoridades dos EUA iniciaram negociações diretas com o lado russo na Arábia Saudita na semana passada, excluindo Kiev e a Europa em uma mudança impressionante de política sobre a guerra.
Indiretamente, os EUA deixaram claro que não enviarão tropas como garantia da segurança cobiçada por Kiev se um acordo de paz surgir, colocando o fardo diretamente sobre as potências europeias que provavelmente lutarão sem o apoio dos EUA.
Zelenskiy pediu para a Europa criar seu próprio exército e para que Washington seja pragmática. Ele também telefonou para os principais líderes europeus desde sexta-feira para reforçar o apoio e descobrir um caminho a seguir.
Mais de 6 milhões de ucranianos vivem como refugiados no exterior e milhares morreram em território ucraniano desde o início do conflito.
As estimativas públicas ocidentais baseadas em relatórios de inteligência variam muito, mas a maioria diz que centenas de milhares foram mortos ou feridos de cada lado.
Até agora o confronto tem sido desigual, com as tropas ucranianas, inicialmente despreparadas, tendo de enfrentar um inimigo superior numericamente. E diante da postura de Trump, não se sabe o quanto os aliados europeus poderão preencher a lacuna se o apoio dos EUA diminuir ou parar.
Pragmático, o ministro Pavlo Klimkin, das Relações Exteriores da Ucrânia de 2014 a 2019, disse que Zelenskiy precisa preservar os laços estratégicos com Washington enquanto melhora as relações com a Europa, bem como alcançar países como China e Índia.
Mas há outros interesses em jogo, como um acordo que pode abrir a riqueza mineral da Ucrânia para os EUA, com Trump buscando centenas de bilhões de dólares para retribuir Washington por seu apoio.
Zelenskiy não gostou do rascunho inicial do acordo no início deste mês, alegando que não era do interesse ucraniano e não continha as garantias de segurança que ele queria. Enquanto isso, Trump disse na sexta-feira (21) que um acordo estava próximo, embora os detalhes permaneçam obscuros.
Trump, ao chamar Zelenskiy de “ditador”, também pressionou a Ucrânia a realizar uma eleição, parecendo ficar do lado da Rússia, que há muito tempo descreve o líder ucraniano como não mais legítimo.
O mandato do líder ucraniano expirou em maio passado, mas não foi realizada eleição devido à lei marcial que foi declarada no início da invasão e que proíbe tal procedimento.
Neste domingo (23), Zelenskiy disse que está disposto a desistir da presidência se isso significasse a paz, brincando que poderia trocar sua saída pela entrada da Ucrânia na OTAN.
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