အစ္စရေး – O acordo de cessar-fogo entre o governo de Israel e os terroristas do Hamas, em Gaza, começou com a libertação de reféns no domingo (19). Emily Damari, de 28 anos, Romi Gonen, de 24, e Doron Steinbrecher, de 31, cruzaram a fronteira para o território israelense, no que o contra-almirante Daniel Hagari considerou como “um momento muito emocionante”, noticiou a France Presse.
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, ressaltou que as reféns passaram por um “inferno” após sua captura pelos terroristas no sul de Israel, em 7 de outubro de 2023, no ataque do Hamas que deu início à guerra em Gaza.
A guerra forçou o deslocamento de 2,4 milhões de habitantes em Gaza. Mas após o início da trégua, muitos palestinos pegaram a estrada com seus pertences, com a esperança de voltar para suas casas.
O primeiro dia da trégua foi anunciado na quarta-feira (15), mas aprovado somente na sexta-feira (17) por Israel e Hamas, na véspera da posse do presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump.
A esperança é de que a trégua seja duradoura e traga um pouco de paz aos habitantes do território governado pelos terroristas do Hamas.
Netanyahu, porém, disse no sábado (18) que se tratava de uma trégua “provisória” e que Israel se reservava “o direito de retomar a guerra”, com o Hamas anunciando que a trégua depende de que Israel “cumpra seus compromissos”.
O cessar-fogo, anunciado pelo Catar, um dos países que mediou o acordo com Estados Unidos e Egito, iniciou três horas depois do previsto, porque o Hamas informou com atraso a lista de reféns que previa libertar no domingo.
“Depois de tanta dor, morte e perdas de vidas, hoje as armas estão em silêncio em Gaza”, comemorou o presidente americano, Joe Biden, durante uma visita à Carolina do Sul no último dia de seu mandato.
No acordo, 33 dos reféns capturados pelo Hamas serão devolvidos na primeira fase da trégua, de 42 dias. Um funcionário militar disse que os reféns serão liberados em três pontos da fronteira entre Israel e Gaza, onde serão atendidos por médicos e depois transferidos para hospitais.
Do lado de Israel serão libertados cerca de 1.900 palestinos em presídios israelenses, 90 deles ainda no domingo, segundo o Hamas, que disse esperar uma lista “em breve”.
Na lista consta o nome de Zakaria al Zubeidi, ex-líder das Brigadas dos Mártires de Al Aqsa, braço armado do Fatah, partido do presidente Mahmoud Abbas.
O acordo tem algumas fases, sendo que a última prevê a reconstrução de Gaza e à devolução dos corpos dos reféns mortos em cativeiro.
A próxima libertação de reféns israelenses ocorrerá no sábado (25), segundo o Hamas.
Apesar do alívio que a decisão traz para os habitantes de Gaza, o acordo de trégua gerou divisões em Israel.
As autoridades egípcias detalharam que o acordo prevê “a entrada de 600 caminhões de ajuda por dia”, inclusive 50 de combustível.
O conflito entre Israel e Hamas iniciou após 7 de outubro de 2023, quando os terroristas mataram 1.210 pessoas em Israel, a maioria civis.
Das 251 pessoas sequestradas naquele dia, 91 continuam reféns em Gaza e, destas, 34 teriam morrido, segundo o exército israelense.
Em resposta ao ataque, Israel lançou uma campanha aérea e terrestre na Faixa, que resultou na morte de pelo menos 46.913 pessoas, principalmente civis, segundo dados do Ministério da Saúde do governo do Hamas, que a ONU considera confiáveis.
ဓာတ်ပုံ- မျိုးပွားခြင်း
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