ဝါရှင်တန် – Os Estados Unidos decidiram enviar tropas e um avançado sistema antimísseis (THAAD) para Israel, em resposta a ataques com mísseis realizados pelo Irã, informou a agência Reuters nesta segunda-feira (14).
Este movimento é uma ação incomum, considerando as capacidades militares próprias de Israel, mas é visto como um reforço significativo para suas defesas aéreas.
O presidente dos EUA, Joe Biden, afirmou que a medida visa defender Israel, que está considerando uma retaliação contra o Irã após o ataque de mais de 180 mísseis iranianos no dia 1º de outubro.
Os EUA têm tentado, em conversas privadas, convencer Israel a calibrar sua resposta, a fim de evitar uma guerra mais ampla no Oriente Médio.
Publicamente, Biden se posicionou contra um ataque israelense aos locais nucleares do Irã ou a sua infraestrutura energética. O porta-voz do Pentágono, Major-General Patrick Ryder, disse que este movimento faz parte de ajustes militares mais amplos dos EUA para apoiar Israel e defender suas tropas de ataques do Irã e de grupos aliados iranianos.
Embora o envio de tropas dos EUA para Israel seja raro fora de exercícios militares, nos últimos meses as forças americanas têm ajudado na defesa israelense, a partir de navios e aviões fora do país.
O sistema THAAD, peça central nas defesas aéreas dos EUA, exige cerca de 100 tropas para operar e complementa os já robustos sistemas antimísseis de Israel.
O Irã, através do ministro das Relações Exteriores, Abbas Araqchi, alertou que os EUA estão colocando seus soldados em risco ao enviar tropas para operar sistemas de mísseis em Israel.
Apesar dos esforços para evitar uma guerra direta, o envio de tropas americanas para Israel se torna um novo fator na estratégia iraniana.
Israel e ONU têm atritos
A ONU criticou Israel por violar o direito humanitário internacional após tanques israelenses destruírem o portão de uma base da força de paz e entrarem no local.
Desde a última quinta-feira (10), cinco integrantes da força de paz ficaram feridos em ataques israelenses, o que gerou fortes críticas internacionais. A ONU exige explicações de Israel e classifica essas ações como graves violações do direito internacional.
Enquanto isso, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, pediu que a ONU retire suas tropas das áreas de conflito, afirmando que o Hezbollah poderia fazer os soldados da ONU de reféns, colocando também em risco os militares israelenses. Netanyahu reiterou a intenção de continuar a ofensiva terrestre no sul do Líbano.
O secretário-geral da ONU, António Guterres, condenou fortemente os ataques de Israel à força de paz, afirmando que eles podem ser considerados crimes de guerra e pedindo o fim dos combates, em conformidade com uma resolução do Conselho de Segurança da ONU de 2006.
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Sistema antimísseis THAAD




