Beirute – O conflito no Oriente Médio atingiu um novo patamar na terça-feira (1), após um ataque com mísseis por parte do Irã contra Israel, com promessas de retaliação de ambos os lados, informou a agência Reuters.
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, declarou que o Irã “pagará” por seu ataque, enquanto Teerã alertou que qualquer resposta resultaria em “vastas destruições”.
O conflito gerou temores de uma guerra regional, com os EUA apoiando Israel, e o Irã ameaçando atacar interesses regionais de aliados de Israel se eles interviessem.
O ataque iraniano, que envolveu mais de 180 mísseis, incluindo hipersônicos Fattah, atingiu em grande parte seus alvos, embora muitos tenham sido interceptados por defesas aéreas de Israel e dos EUA.
Apesar dos danos materiais, especialmente em uma escola em Gadera, não houve feridos relatados em Israel.
O governo dos EUA expressou total apoio a Israel, enquanto o presidente Joe Biden afirmou que o ataque iraniano foi “ineficaz” e que os EUA discutiam as possíveis respostas com Israel.
O Irã justificou seu ataque como uma retaliação pela morte de líderes militantes por Israel e suas ações no Líbano e em Gaza.
A tensão se intensificou com a ofensiva terrestre de Israel no Líbano e seu conflito contínuo em Gaza. Autoridades internacionais, como o secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, e o chefe de política externa da União Europeia, Josep Borrell, pediram um cessar-fogo imediato, alertando para os perigos de uma escalada incontrolável.
Morte de líderes
O Irã prometeu retaliar após ataques de Israel que mataram líderes de seu aliado Hezbollah no Líbano, incluindo Hassan Nasrallah, figura central na rede de combatentes apoiados pelo Irã na região.
O grupo militante Hamas, também apoiado pelo Irã, elogiou os ataques com mísseis iranianos contra Israel, considerando-os uma vingança pelas mortes dos três líderes militantes, incluindo Nasrallah.
No entanto, alguns foguetes lançados em direção a Israel caíram em Gaza após serem interceptados, sem causar mortes. Em Beirute, ataques israelenses mataram o comandante da divisão Imam Hussein, um grupo ligado ao Hezbollah e baseado na Síria. No total, 55 pessoas morreram e 156 ficaram feridas no Líbano em ataques israelenses na terça-feira.
Israel relatou incursões terrestres limitadas no Líbano, mas ressaltou que não se tratava de uma grande ofensiva.
O conflito já matou quase 1.900 pessoas e feriu mais de 9.000 no Líbano, principalmente nas últimas duas semanas. Uma campanha terrestre israelense mais ampla no Líbano, a primeira em 18 anos, poderia significar uma escalada significativa na região, colocando as tropas israelenses contra o Hezbollah, o principal grupo armado apoiado pelo Irã no Oriente Médio.
Foto: Reprodução/NBC
Mísseis lançados pelo Irã contra Israel




