ဆွစ်ဇာလန် – Líderes de 78 países apelaram no domingo (16) para que a “integridade territorial” da Ucrânia seja a base para um acordo de paz para pôr fim à invasão causada pela Rússia. O Brasil não assinou o documento gerado no encontro, noticiou o Yomiuri.
O comunicado conjunto encerrou uma conferência de dois dias na Suíça, marcada pela ausência da Rússia, que não foi convidada.
A invasão da Ucrânia pela Rússia em fevereiro de 2022 já matou e feriu centenas de milhares de pessoas, prejudicou mercados, a exportação de alimentos, expulsou milhões de pessoas de suas terras e dividiu o mundo entre Ocidente e o lado que reuniu Rússia, China e outras nações menores.
Entre as 100 delegações que participaram da conferência, que é vista como um passo em direção à paz, estavam França, Alemanha, Grã-Bretanha, Japão, Polônia, Argentina, Equador, Quênia e Somália.
O Brasil, como “observador”, não assinou o comunicado, assim como Índia, México, Arábia Saudita, África do Sul, Tailândia e Emirados Árabes.
O documento
O documento assinado por 78 países afirma que “o respeito pela integridade territorial e pela soberania… podem e servirão de base para alcançar uma paz abrangente, justa e duradoura na Ucrânia”.
Ao mesmo tempo, o russo Vladimir Putin quer que a Ucrânia ceda mais território e se afaste das suas esperanças de aderir à aliança militar da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).
A presidente da Suíça, Viola Amherd, comentou que a “grande maioria” concordou com o documento final, que “mostra o que a diplomacia pode alcançar”.
A Suíça entrará em contato com autoridades russas, mas não foi mencionado qual seria a mensagem.
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskyy, saudou os “primeiros passos em direção à paz” na reunião e disse que a Ucrânia estava em conversações com alguns países, que não mencionou, que se ofereceram para acolher uma “segunda conferência de paz”. Nenhum cronograma foi definido.
Países de fora
Não ficou claro por que alguns países em desenvolvimento presentes, incluindo o Brasil, não se alinharam em torno da declaração final, mas podem estar hesitantes em irritar a Rússia ou ter cultivado um meio-termo entre Moscou, a sua aliada China e as potências ocidentais que apoiam Kiev.
Volodymyr Dubovyk, especialista em Ucrânia e investigador sênior. no Center for European Policy Analysis, analisou assim: “Alguns não assinaram – embora muito poucos – porque estão jogando o ‘vamos ter a paz com base em concessões’, e normalmente significam concessões por parte da Ucrânia, e basicamente acomodar as exigências russas. Eles também gostam desse posicionamento de ‘neutralidade’.”
Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Executiva da União Europeia, disse que a paz não será alcançada num único passo e afirmou que Putin não leva a sério o fim da guerra.
“Ele está insistindo na capitulação. Ele insiste em ceder território ucraniano – mesmo território que hoje não é ocupado por ele. Ele insiste em desarmar a Ucrânia, deixando-a vulnerável a futuras agressões. Nenhum país jamais aceitaria esses termos ultrajantes.”
Analistas acreditam que a decisão da conferência possa ter pouco impacto na guerra porque a Rússia não foi convidada.
Foto: DW News
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