Kobe, 18/nov – O chefão número dois da maior organização mafiosa do Japão foi preso nesta quinta-feira por suspeita de extorsão, ao mesmo tempo que a polícia intensifica a repressão sobre o crime organizado.
Segundo a imprensa local, cerca de 140 policiais participaram da prisão de Kiyoshi Takayama, 63 anos, do grupo mafioso Yamaguchi-gumi, em uma ação antes do amanhecer em sua residência em Kobe (Hyogo). Takayama controlava mais de 50 mil criminosos depois que seu chefe, Kenichi Shinoda, foi preso por porte ilegal de armas.
A polícia suspeita que Takayama extorquiu 40 milhões de ienes em dinheiro, em conjunto com outros membros do Yamaguchi-gumi, entre 2005 e 2006, de um homem de 65 anos que lida com o setor de construção. O chefão negou as acusações, apesar de não ter resistido à prisão.
Ao contrário da máfia italiana ou chinesa, a yakuza japonesa não é considerada ilegal como organização e seus membros, muitos dos quais com tatuagens pelo corpo inteiro, operam fora das sedes que constam em listas telefônicas.
Assim como outros grupos criminosos, a máfia japonesa atua em atividades ilegais, como jogos de azar, drogas, prostituição e agiotagem, esquemas de proteção, crime do colarinho branco e negócios realizados por meio de empresas de fachada.




