Yokohama, 13/nov – O primeiro-ministro Naoto Kan transmitiu ao presidente da China, Hu Jintao, a “posição firme” do Japão sobre as ilhas Senkaku, segundo informou Tetsuro Fukuyama, porta-voz adjunto do governo. Da mesma forma, o líder chinês também expressou a posição do seu país.
O Japão e a China reivindicam a posse sobre estas ilhas desabitadas, chamadas Senkaku em japonês e Diaoyu em chinês, palco de um incidente naval no início de setembro que abalou as relações diplomáticas. O encontro entre os dois dirigentes ocorreu no sábado 13 durante o Fórum de Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (Apec), que acontece em Yokohama (Kanagawa).
“As duas partes estão conscientes de que as relações a longo prazo, estáveis e mutuamente prolíferas, são importantes para o desenvolvimento pacífico da região”, acrescentou Fukuyama.
Um dia depois do encerramento da reunião da Cúpula do G20 (reúne os países ricos e os principais emergentes) em Seul, na Coreia do Sul, os líderes da Apec se reuniram no sábado para tratar do livre comércio e da integração econômica regional.
Com um intenso esquema de segurança, que fechou grande parte do centro da segunda maior cidade do Japão, a cúpula anual começou a tarde com um almoço, depois que o anfitrião japonês, o primeiro-ministro Naoto Kan, deu as boas-vindas aos líderes, um por um, no Hotel Intercontinental.
Entre os presidentes que participam do encontro estão alguns líderes que chegaram diretamente da reunião de Seul, como o americano Barack Obama, o chinês Hu Jintao, o russo Dmitri Medvedev, o mexicano Felipe Calderón e o próprio Naoto Kan. Também representam seus países no Apec o presidente peruano, Alan García, e o chileno, Sebastián Piñera, que durante a jornada têm previstas várias reuniões bilaterais com alguns de seus parceiros comerciais.
Se no encontro do G20 em Seul a agenda esteve dominada pelas disputas sobre divisas, em Yokohama as conversas serão centradas em questões comerciais. O encontro da Apec chegará ao fim neste domingo com uma declaração que deve dar impulso ao livre comércio na região e à conclusão da Rodada de Doha, pendente desde 2001.
A meta da Apec, criada em 1989, é favorecer um acordo de livre comércio em uma imensa área que vai da Ásia à América Latina, com economias tão diferentes como as de Peru, EUA, Papua Nova Guiné, Brunei e Austrália, que somam quase a metade do comércio, população e PIB (Produto Interno Bruto) mundial.




